Partidos de oposição no Distrito Federal, incluindo o PSB-DF, Cidadania-DF e PSOL, protocolaram um pedido de impeachment contra o governador Ibaneis Rocha. O movimento surge após o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, citar o governador nas investigações relacionadas à tentativa de venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB).
Os partidos alegam que Ibaneis cometeu crimes de responsabilidade, destacando uma suposta “atuação temerária” do governo em operações envolvendo o banco público. Eles argumentam que houve risco ao erário e violação de princípios da administração pública. Conforme informação divulgada pelo g1, os pedidos foram formalizados no início da semana.
Alegações de Irregularidades e Responsabilidades
Entre os principais pontos apresentados pelas legendas, estão a compra de títulos de baixa qualidade, a criação de dívidas fora do orçamento e a falta de transparência nas negociações com o banqueiro. Os opositores afirmam que o governador pode ter exercido influência indevida sobre decisões internas do BRB, o que aumentou ainda mais as críticas.
Defesa de Ibaneis e Repercussões
Em resposta às acusações, Ibaneis Rocha negou qualquer envolvimento nas operações relacionadas ao BRB e Banco Master. Ele afirmou que todas as negociações foram conduzidas por Paulo Henrique Costa, o então presidente do BRB. Em declarações à imprensa, o governador insistiu que nunca discutiu assuntos financeiros com Vorcaro, apenas teve encontros sociais.
Ibaneis também destacou que as operações do BRB envolvendo o Banco Master estão sob investigação, e reiterou que sua confiança em Paulo Henrique foi um erro. Em 2024 e 2025, o BRB injetou R$ 16,7 bilhões no Banco Master, transferências que agora são alvo de apurações por suspeita de gestão fraudulenta.
Implicações e Futuros Desdobramentos
As investigações da Polícia Federal e do Ministério Público revelaram que o Banco Master vendeu ao BRB cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras inexistentes. Essa manobra visava evitar a quebra da instituição, que já enfrentava uma crise de liquidez. O resultado foi a liquidação do Banco Master, ocorrida em novembro, e um rombo estimado no BRB de R$ 4 bilhões.
Ex-executivos do BRB e do Banco Master foram convocados para depor nos próximos meses. As apurações em curso ressaltam falhas de governança e possíveis ilícitos administrativos, enquanto a nova gestão do BRB e uma auditoria independente avaliam as transações realizadas.





