Viseu, 02 de fevereiro de 2026

Lula critica proposta de Trump para nova ONU e defende multilateralismo forte

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou sua preocupação com a atual situação da política global, enfatizando que o mundo enfrenta um momento crítico, onde o multilateralismo está sendo ameaçado pelo unilateralismo. Durante o fechamento do 14º Encontro Nacional[…]

© Ricardo Stuckert
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou sua preocupação com a atual situação da política global, enfatizando que o mundo enfrenta um momento crítico, onde o multilateralismo está sendo ameaçado pelo unilateralismo. Durante o fechamento do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Salvador, Lula criticou a ideia do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de criar um novo Conselho de Paz, afirmando que esta proposta visa estabelecer uma nova ONU sob o controle americano, conforme informação divulgada pelo g1.

Lula alerta sobre o desmantelamento do multilateralismo na política global

Segundo Lula, o que está em jogo é a integridade da Organização das Nações Unidas. “Está prevalecendo a lei do mais forte e a carta da ONU está sendo rasgada”, afirmou. Ele argumentou que, ao invés de criar uma nova ONU, deveria haver um esforço para reformar a atual, incluindo novos membros permanentes no Conselho de Segurança, como Brasil, México, e países africanos.

Interações com líderes mundiais

Lula mencionou que está em contato com líderes globais, como Xi Jinping, Vladimir Putin, e Narendra Modi, para discutir a importância de manter o multilateralismo forte e evitar que a força militar predomine nas relações internacionais. Ele ressaltou a necessidade de diálogo e cooperação em vez de confrontos armados.

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Críticas à ação dos Estados Unidos na Venezuela

O presidente brasileiro também criticou a recente ação dos Estados Unidos na Venezuela, onde ocorreu o sequestro do presidente Nicolás Maduro. Lula expressou sua indignação com a situação, destacando que a integridade territorial de um país deve ser respeitada e que a América do Sul deve ser um território de paz.

Defesa da paz e da democracia

Em suas declarações, Lula reafirmou seu compromisso com o diálogo e a diplomacia, dizendo que não deseja entrar em conflitos armados com qualquer nação. Ele defendeu que a verdadeira força reside na capacidade de convencer e argumentar, promovendo a democracia e a paz, sem imposições.

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