Viseu, 02 de fevereiro de 2026

Arnaldo Jordy denuncia impunidade no Pará e critica ‘rede de proteção’ judicial contra pedofilia

O ex-deputado federal Arnaldo Jordy trouxe à tona questões alarmantes sobre a impunidade no Pará, denunciando uma “rede de proteção” institucional que impede a punição de condenados por pedofilia. Em uma entrevista exclusiva ao Grupo Liberal, Jordy destacou o caso[…]

Gabriel da Mota
Gabriel da Mota
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O ex-deputado federal Arnaldo Jordy trouxe à tona questões alarmantes sobre a impunidade no Pará, denunciando uma “rede de proteção” institucional que impede a punição de condenados por pedofilia. Em uma entrevista exclusiva ao Grupo Liberal, Jordy destacou o caso do médico Luiz Afonso Sefer, condenado a 16 anos, mas que permanece em liberdade mesmo após o trânsito em julgado do processo.

A crítica à impunidade e à falta de ação judicial

Jordy argumentou que o Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) tem uma resistência histórica no julgamento de crimes sexuais contra vulneráveis. Entre 2005 e 2009, apenas 17 sentenças de condenação por estupro de vulnerável foram registradas, uma média de três por ano. Esse cenário mudou em 2010, quando, após pressão da CPI da Pedofilia e da mídia nacional, o número de condenações saltou para 93.

A influência do poder econômico nas decisões judiciais

Jordy também apontou como o poder econômico e político das pessoas envolvidas no caso bloqueia a justiça no estado. Ele revelou que o ex-procurador-geral do Estado é sobrinho de Sefer e que empresas da família possuem contratos milionários com o governo. Para ele, o silêncio das instituições é o maior aliado dos criminosos.

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Intervenção do CNJ e a necessidade de mudança

O ex-deputado não hesitou em criticar a atuação do TJPA neste caso, afirmando que, com honrosas exceções, o tribunal agiu de maneira vergonhosa, guiado por interesses escusos. Ele mencionou um episódio recente em que um desembargador pediu vistas para revogar uma decisão já transitada em julgado, o que levou o corregedor nacional do CNJ a intervir. Jordy enfatiza que mudanças são urgentes para garantir a justiça.

Dados alarmantes sobre a impunidade

Os números apresentados por Jordy são chocantes: Sefer aguarda 16 anos desde sua condenação, e em 2009, apenas três condenações por ano foram registradas. Em contraste, 93 condenações ocorreram em 2010, refletindo a pressão da CPI. Esses dados evidenciam a necessidade de um sistema judicial mais eficaz e comprometido com a proteção das vítimas.

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