Viseu, 02 de fevereiro de 2026

Haddad propõe fiscalização do Banco Central sobre fundos de investimento para combater fraudes

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, trouxe à tona uma proposta significativa nesta segunda-feira, ao sugerir que o Banco Central do Brasil passe a fiscalizar os fundos de investimento no país. Atualmente, essa responsabilidade recai sobre a Comissão de Valores[…]

© Valter Campanato/Agência Brasil
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, trouxe à tona uma proposta significativa nesta segunda-feira, ao sugerir que o Banco Central do Brasil passe a fiscalizar os fundos de investimento no país. Atualmente, essa responsabilidade recai sobre a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), mas Haddad acredita que essa estrutura precisa ser revista.

Em entrevista ao programa UOL News, ele enfatizou que a regulamentação deve ser ampliada, já que muitos aspectos relacionados aos fundos deveriam ser supervisionados pelo Banco Central. Segundo ele, “há uma intersecção muito grande entre os fundos e as finanças”, o que pode ter consequências diretas sobre as contas públicas.

Conforme informação divulgada pelo g1, ele argumenta que essa mudança é necessária para consolidar a supervisão em um único órgão, similar ao que ocorre em países desenvolvidos. A proposta surge em um momento crítico, onde operações da Polícia Federal revelaram que alguns fundos têm sido utilizados em fraudes financeiras, como o caso envolvendo o Banco Master.

A proposta de Haddad e suas implicações

Haddad destacou que a fiscalização do Banco Central já acontece em outras nações desenvolvidas, e que uma supervisão unificada poderia melhorar a transparência no setor financeiro. Ele afirmou, “isso tem impacto até sobre a contabilidade pública, por exemplo”, referindo-se a como a regulação mais robusta poderia afetar a gestão fiscal do país.

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Fraudes e a necessidade de fiscalização

Recentes investigações da Polícia Federal apontam que fraudes associadas a fundos de investimento podem ultrapassar os R$ 11 bilhões. Um caso notável é o do Banco Master, que está envolvido em um esquema de ciranda financeira, onde depósitos e retiradas são realizados para ocultar o verdadeiro beneficiário dos recursos.

Reconhecimento ao presidente do Banco Central

Durante a mesma entrevista, Haddad elogiou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, mencionando que ele tem atuado com “grande competência” na gestão de crises financeiras herdadas de administrações anteriores. O ministro ressaltou a responsabilidade de Galípolo ao lidar com o caso do Banco Master, afirmando que ele está “descascando um abacaxi” com eficácia.

Expectativas futuras

A proposta de Haddad para que o Banco Central assuma a fiscalização dos fundos de investimento pode representar um passo importante para a integridade do sistema financeiro brasileiro. Com a ampliação da supervisão, espera-se que novas medidas possam ser implementadas para prevenir fraudes e garantir maior segurança aos investidores.

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