Cabelo na menopausa: por que afina, cai e como tratar para recuperar volume e saúde dos fios

Entenda por que o cabelo na menopausa afina e perde volume, quais fatores agravam a queda e quais tratamentos médicos e dermatológicos podem ajudar A transição para a menopausa traz mudanças no corpo que costumam aparecer também nos fios, deixando[…]

Cabelo na menopausa: por que afina, cai e como tratar para recuperar volume e saúde dos fios
Ver Resumo

Entenda por que o cabelo na menopausa afina e perde volume, quais fatores agravam a queda e quais tratamentos médicos e dermatológicos podem ajudar

A transição para a menopausa traz mudanças no corpo que costumam aparecer também nos fios, deixando o cabelo mais fino, opaco e com crescimento mais lento.

Muitas mulheres percebem redução de volume e insegurança na hora de prender, e a explicação passa por alterações hormonais, nutrição e doenças que precisam ser investigadas.

O texto a seguir reúne esclarecimentos de ginecologistas, endocrinologistas e dermatologistas sobre causas, avaliação e opções de tratamento, conforme informação divulgada pela reportagem de Maria Claudia Amoroso

Por que os hormônios mexem com o cabelo na menopausa

As principais alterações ocorrem pela queda dos hormônios sexuais, que regulam não só o ciclo menstrual, mas também a saúde da pele e do cabelo. Sobre isso, a Dra. Ana Paula Fabricio afirma, “As mudanças ocorrem devido à queda do estrogênio e progesterona, hormônios que regulam várias funções do corpo, desde o sono e metabolismo até pele, cabelo e ossos. Com essa queda, a pele fica seca e o cabelo mais ralo, por uma redução de colágeno que afeta a saúde dos fios”.

A endocrinologista Dra. Deborah Beranger complementa que “Isso acontece porque os anos anteriores e posteriores à menopausa são caracterizados por mudanças drásticas nos níveis de hormônios sexuais femininos”, e que esse declínio explica porque, ao contrário da gravidez, a passagem pela menopausa tende a reduzir densidade e brilho.

Leia também:  Comida na praia: 15 dicas para se alimentar bem e com segurança, por Durval Ribas Filho

A ginecologista Ana Paula Fabricio descreve o efeito que muitas relatam, “Esse declínio hormonal na menopausa favorece a queda capilar (afinamento dos fios). Então, a mulher nota um crescimento mais lento, a perda de brilho e volume, o que elas referem como ‘rabo murcho’, ou seja, pouco cabelo na hora de prender”.

Quando procurar avaliação médica e o que o exame deve priorizar

A avaliação médica é essencial porque a perda capilar na menopausa pode ser agravada por problemas prévios ou por outras doenças. O Dr. Igor Padovesi recomenda atenção aos relatos da paciente, lembrando que “Os médicos devem estar atentos aos sinais clínicos relatados pela paciente, que são muito mais importantes do que os níveis hormonais dosados, já que esses podem variar muito na perimenopausa”.

Deficiências nutricionais, doenças da tireoide, condições autoimunes e infecções do couro cabeludo, entre outras causas, devem ser investigadas, conforme explica a Dra. Lilian Brasileiro. Tratamentos médicos como quimioterapia e radioterapia também podem provocar queda temporária ou permanente.

A avaliação completa ajuda a diferenciar afinamento generalizado de alopecia localizada, e a gravidade orienta se o tratamento será clínico, com terapia hormonal ou cirúrgico.

Leia também:  Tomate: benefícios para a saúde, licopeno e dicas práticas para incluir o fruto na dieta

Opções de tratamento para o cabelo na menopausa

A terapia hormonal pode melhorar sintomas gerais da menopausa e também contribuir para o cabelo, pois busca manter níveis hormonais próximos aos da fase reprodutiva, segundo especialistas. Quando indicada e bem monitorada, pode ser parte do plano para a saúde capilar.

Na Dermatologia, há recursos consolidados para estimular o folículo e reduzir a queda. A Dra. Lilian Brasileiro afirma que “Um clássico da Dermatologia, o minoxidil tópico aumenta a circulação do couro cabeludo e prolonga a fase de crescimento do cabelo, conhecida como fase anágena, estimulando a atividade dos folículos capilares”, e suplementos de vitaminas e minerais podem ser recomendados quando há deficiência comprovada.

Tecnologias como lasers de baixa intensidade, terapia regenerativa e procedimentos específicos para o couro cabeludo também são usados. A Dra. Lilian Brasileiro descreve o efeito do HydraFacial Keravive, “Melhorar a saúde do couro cabeludo, com maior aporte nutricional e incremento no processo de microcirculação, pode contribuir no tratamento de variados tipos de queda capilar. A exclusiva tecnologia Vortex Fusion do HydraFacial Keravive gera um efeito de vórtice capaz de promover limpeza e esfoliação profunda e melhorar a microcirculação e o fluxo sanguíneo do couro cabeludo ao mesmo tempo em que aplica a soluções hidratantes e nutritivas”.

Leia também:  Vitamina D no Brasil: por que milhões têm deficiência apesar do sol, genética e hábitos influenciam

Transplante e tratamentos para casos avançados

Quando a perda é importante e não responde a abordagens clínicas, o transplante capilar pode ser indicado. O Dr. Marcelo Nogueira aponta que “Além de homens com alopecia androgenética, mulheres com a condição também se beneficiam do transplante capilar. O procedimento também pode ser indicado para restaurar e/ou aumentar a densidade capilar de outras áreas, como sobrancelhas, e para reduzir o tamanho da testa, por exemplo”.

Sobre os resultados, ele destaca que “Todas as técnicas são capazes de conferir um resultado extremamente natural e satisfatório. O transplante é realizado folículo a folículo seguindo a angulação e a distribuição natural dos fios e os cabelos crescem com a mesma cor, textura e velocidade de crescimento da área em que foram retirados”.

Existem vários graus de alopecia feminina, e como lembra a Dra. Lilian Brasileiro, “Existem vários graus de alopecia e a exposição do couro cabeludo é determinada pela gravidade da alopecia, mas a mulher raramente fica com a careca lisa e brilhante como a do homem”, por isso a indicação é individualizada.

Em resumo, o cabelo na menopausa pode ser preservado e, muitas vezes, recuperado com diagnóstico correto, abordagem nutricional, tratamentos dermatológicos e, quando indicado, terapia hormonal ou transplante. Buscar avaliação médica cedo melhora as chances de resultado.

[notification-master-subscribe-btn]

Notícias relacionadas

Encontre a notícia que você procura