Investir em prevenção, educação em saúde, inclusão social, ambientes urbanos adaptados e cuidado geriátrico integrado é essencial para promover longevidade saudável e autonomia entre as gerações que envelhecem hoje
O Brasil vive um envelhecimento acelerado, e garantir uma velhice com qualidade depende de escolhas feitas agora, tanto na esfera pública, quanto na privada.
Há medidas individuais, como alimentação e atividade física, e ações coletivas, como transporte acessível e políticas de inclusão, que atuam juntas para preservar autonomia e bem-estar.
Conforme informação divulgada por Sarah Monteiro, projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que “os idosos devem chegar a quase 38% da população no Brasil, passando de 33 milhões em 2023 para 75,3 milhões”.
Estilo de vida e prevenção reduzem doenças crônicas e perda funcional
Grande parte das condições mais associadas ao envelhecer, como hipertensão, diabetes e osteoporose, está ligada a hábitos diários. Uma alimentação equilibrada, sono adequado, atividade física regular e controle do estresse são estratégias que ajudam a prevenir ou postergar essas doenças.
Adotar práticas saudáveis desde a fase adulta diminui o risco de limitações funcionais na velhice e amplia a possibilidade de uma rotina com mais independência, porque a prevenção age sobre fatores que determinam perda de capacidade física e cognitiva ao longo dos anos.
Relações sociais e saúde mental são pilares da autonomia
O convívio social influencia diretamente a saúde emocional e cognitiva. Como destaca o geriatra Marcos Cabrera, “Viver mais só faz sentido quando há autonomia e bem-estar”, porque a qualidade de vida envolve saúde física, mental, funcional e social.
O isolamento aumenta o risco de depressão e comprometimento cognitivo, por isso manter vínculos e participar de atividades comunitárias faz diferença, lembrando a palavra do especialista, “Manter vínculos sociais e participar de atividades comunitárias é tão importante quanto controlar a pressão arterial ou o colesterol”.
Cidades, políticas públicas e avaliação geriátrica integral
Ambientes que oferecem transporte acessível, espaços públicos seguros, moradias adaptadas e oportunidades de aprendizagem favorecem a participação ativa e a autonomia dos idosos. Políticas públicas orientadas pela prevenção e inclusão ampliam o alcance da longevidade saudável.
A prática da geriatria amplia o olhar sobre a pessoa, ela não trata apenas doenças, mas busca entender necessidades reais. Nas palavras de Marcos Cabrera, “Não tratamos apenas diagnósticos, mas pessoas. A avaliação geriátrica ampla permite entender necessidades reais e construir estratégias de cuidado individualizadas”.
Para agir hoje e garantir futuro com mais qualidade
Envelhecer com saúde é uma conquista coletiva, pois envolve investimentos em educação em saúde, programas de prevenção e iniciativas que reduzam a exclusão social. Essas ações, quando combinadas, aumentam a probabilidade de que mais pessoas alcancem uma velhice com autonomia e sentido.
Promover longevidade saudável significa priorizar políticas e práticas que atuem sobre fatores de risco ao longo da vida, fortalecer redes de apoio e ampliar o acesso a uma avaliação médica integral e personalizada, garantindo mais qualidade de vida para as gerações presentes e futuras.








