A investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha na Praia Brava, em Florianópolis, concluiu que apenas um adolescente foi apontado como autor da agressão que levou o animal à morte. Testemunhas e imagens foram usadas para identificar o jovem, enquanto um outro suspeito teve sua participação descartada.
O animal foi encontrado em estado grave, e segundo o laudo, sofreu uma pancada contundente na cabeça, compatível com um chute ou com o uso de um objeto rígido. Moradores do bairro cuidavam do cachorro, que era conhecido como um cão comunitário da Praia Brava.
Durante o inquérito foram ouvidas 24 testemunhas, analisadas imagens e reunidas provas materiais, como roupas atribuídas ao adolescente apontado. O caso será encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina, conforme informação divulgada pela Polícia Civil de Santa Catarina.
Como a polícia chegou ao adolescente apontado
A apuração inicialmente considerou quatro jovens, mas a investigação descartou um dos suspeitos ao constatar que ele não teve envolvimento com os maus-tratos. Imagens e relatos colocaram o jovem na praia no momento da agressão, e a versão apresentada por ele, de que não havia saído de um condomínio no horário do crime, teve contradições confrontadas pelas provas coletadas.
Laudo, provas e medidas solicitadas
O laudo da Polícia Científica indicou que Orelha morreu no dia 4 de janeiro depois de ser encontrado agonizando na praia. A perícia descreveu a lesão como uma pancada contundente na cabeça, compatível com um chute ou com o uso de um objeto rígido. A Polícia Civil pediu a internação provisória do adolescente apontado como autor, e o inquérito foi remetido ao Ministério Público para análise das medidas cabíveis.
Outros casos e proteção de identidade
Além do caso de Orelha, a polícia concluiu investigações sobre a tentativa de afogamento do cachorro Caramelo, no mesmo local, e representou contra quatro adolescentes por atos infracionais análogos ao crime de maus-tratos. Os nomes, idades e demais informações que possam identificar os envolvidos não foram divulgados, em cumprimento ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Defesa e próximos passos
A defesa do adolescente apontado afirma que as provas são circunstanciais e sustenta a inocência do jovem. O inquérito também registra que o adolescente permaneceu fora do Brasil durante parte das investigações, retornando apenas no fim de janeiro, quando foi abordado pelas autoridades. O Ministério Público avaliará as providências após receber o relatório policial.








