Brasil e Rússia reafirmaram sua aliança durante o Fórum Empresarial Brasil-Rússia, realizado no Itamaraty, em Brasília. O evento, que ocorreu em 5 de outubro, foi liderado pelo vice-presidente brasileiro, Geraldo Alckmin, e pelo primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin.
Colaboração em energia nuclear e saúde: um passo importante para o futuro
Os líderes dos dois países assinaram um documento que enfatiza o uso da energia nuclear para fins pacíficos, destacando a intenção de ampliar a colaboração na área de radioisótopos medicinais para atender às necessidades de saúde. Conforme informação divulgada pelo g1, o documento também menciona a promoção de projetos conjuntos voltados para a geração de energia nuclear e a atualização da base jurídica que regula essa cooperação.
Foco na indústria e segurança cibernética
Durante o evento, Alckmin e Mishustin também discutiram a importância de aumentar a cooperação nas indústrias farmacêuticas e médico-hospitalares, além de áreas como construção naval e tecnologias industriais digitais. O primeiro-ministro russo expressou a necessidade de um esforço conjunto para o avanço em segurança cibernética e outros setores tecnológicos.
Multilateralismo e críticas a medidas coercitivas
O documento assinado pelos líderes também defende o multilateralismo e critica medidas coercitivas unilaterais contra países em desenvolvimento, embora não mencione diretamente os Estados Unidos. As autoridades destacaram que tais ações são incompatíveis com o direito internacional e afetam negativamente o desenvolvimento sustentável.
Relações comerciais: oportunidades para crescimento
No que diz respeito às relações comerciais, Alckmin e Mishustin ressaltaram a importância do setor agrícola, mencionando que o Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo, enquanto a Rússia é fundamental no fornecimento de insumos estratégicos. Em 2025, o fluxo comercial entre os dois países alcançou US$ 11 bilhões, com um saldo favorável para o Brasil.
Diversificação e parcerias estratégicas
Apesar do crescimento, Alckmin enfatizou a necessidade de diversificar as exportações, que atualmente se concentram em produtos primários. O vice-presidente brasileiro afirmou que o governo está comprometido em criar um ambiente favorável para negócios e estimular parcerias em áreas como tecnologia e saúde. O primeiro-ministro russo também concordou que a diversificação do comércio é essencial para aumentar o valor agregado dos produtos trocados entre os dois países.








