Distúrbios do sono em crianças: 5 impactos na saúde e no ano letivo, como reconhecer e agir

Como os distúrbios do sono em crianças prejudicam desempenho escolar, saúde física e emocional ao longo do ano letivo, e o que pais e educadores podem observar O sono é essencial para o desenvolvimento, mas muitas famílias subestimam sua importância,[…]

Distúrbios do sono em crianças: 5 impactos na saúde e no ano letivo, como reconhecer e agir
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Como os distúrbios do sono em crianças prejudicam desempenho escolar, saúde física e emocional ao longo do ano letivo, e o que pais e educadores podem observar

O sono é essencial para o desenvolvimento, mas muitas famílias subestimam sua importância, e a falta de rotina agrava problemas que vão além do cansaço. Crianças com sono inadequado têm mais dificuldade para aprender, regular emoções e manter a saúde física.

Os efeitos se acumulam ao longo do ano letivo, quando noites mal dormidas reduzem atenção, memória e o rendimento escolar, além de aumentar a vulnerabilidade a doenças. Identificar sinais precoces ajuda a interromper esse ciclo e melhorar o bem-estar infantil.

Este texto explica cinco impactos principais dos distúrbios do sono em crianças, e aponta medidas práticas para pais e escolas que queiram agir já, com orientações médicas e comportamentais.

conforme informação divulgada pela pediatra Dra. Anna Dominguez Bohn.

Impactos metabólicos e endocrinológicos

O sono inadequado em crianças está ligado a alterações metabólicas, com aumento da gordura corporal e piora no metabolismo da glicose, e também interfere nos hormônios da fome e saciedade. A privação de sono eleva glicemia e insulina em jejum, aumentando resistência à insulina, e altera o perfil lipídico, com triglicerídeos mais elevados e redução do HDL-colesterol, conforme a fonte.

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Além disso, a curta duração do sono eleva os níveis de grelina, que estimula o apetite, e reduz a leptina, responsável pela sensação de saciedade, o que favorece escolhas alimentares ricas em calorias, especialmente carboidratos, e contribui para o ganho de peso.

Riscos cardiovasculares

Padrões de sono curtos e irregulares, e respiração desordenada durante o sono, como na apneia obstrutiva, estão associados a maior risco de hipertensão arterial. Em conjunto com alterações metabólicas, essas condições sobrecarregam o sistema cardiovascular, criando repercussões que podem evoluir ao longo da vida.

Horários muito tardios para dormir e variações frequentes na rotina amplificam esses riscos, porque interferem em mecanismos hormonais e neurológicos fundamentais para o equilíbrio do organismo.

Comprometimento imunológico

O sono insuficiente na infância reduz as defesas contra infecções e aumenta a inflamação sistêmica. Crianças que dormem pouco apresentam maior suscetibilidade a vírus e bactérias, resposta vacinal menos eficaz, e maior frequência de doenças respiratórias e alérgicas, como asma e dermatites.

Como ressalta a pediatra, “Dormir pouco compromete a capacidade do organismo de criar memória imunológica. Isso significa mais infecções, maior inflamação e pior controle de doenças alérgicas e respiratórias”, destacando a importância de proteger o sono para a saúde imunológica.

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Efeitos comportamentais, emocionais, sociais e orientações práticas

O sono fragmentado ou insuficiente prejudica funções executivas, como atenção, planejamento e controle do comportamento, e impacta diretamente o desempenho escolar. Também está associado a irritabilidade, hiperatividade, agressividade e maior risco de ansiedade e depressão, desde a pré-escola até a adolescência.

“O sono é um pilar fundamental do desenvolvimento infantil. Quando a criança dorme mal, não estamos falando apenas de cansaço no dia seguinte, mas de impactos reais no aprendizado, no comportamento, na imunidade e na saúde metabólica e cardiovascular ao longo da vida”, afirma a pediatra Dra. Anna Dominguez Bohn.

Para melhorar o sono infantil, as intervenções mais eficazes são comportamentais e de higiene do sono. A seguir, medidas práticas recomendadas para famílias e escolas:

  • Manter horários regulares para dormir e acordar, adaptados à idade da criança.
  • Estabelecer rotina calma antes de deitar, evitar telas e atividades estimulantes nas horas prévias.
  • O ambiente de sono deve ser escuro, silencioso e fresco, com exposição à luz natural pela manhã.
  • Priorizar atividades físicas durante o dia e limitar cafeína, sempre consultando um pediatra em casos persistentes.
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A melatonina pode ajudar no início do sono em situações específicas, mas deve ser usada com cautela e sob orientação médica, porque não reduz despertares noturnos por si só. Como conclui a especialista, “Cuidar do sono das crianças é investir diretamente na saúde, no desenvolvimento e no desempenho escolar, sono não é detalhe da rotina, é uma necessidade biológica essencial para que a criança cresça e aprenda de forma saudável”.

Identificar sinais de distúrbios do sono em crianças e agir cedo, com hábitos consistentes e avaliação médica quando necessário, é a melhor forma de proteger saúde, bem-estar e o aproveitamento escolar ao longo do ano letivo.

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