Homem morto em barbearia em Ananindeua, barbeiro ‘Brutus’ executado após recusar ‘taxa do crime’

Um homem foi assassinado a tiros dentro do estabelecimento onde trabalhava na noite da última quinta-feira (5), no bairro do Curuçambá, em Ananindeua. A vítima de 29 anos foi identificada como Arlen Coimbra da Silva de Jesus, conhecido como “Brutus”,[…]

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Um homem foi assassinado a tiros dentro do estabelecimento onde trabalhava na noite da última quinta-feira (5), no bairro do Curuçambá, em Ananindeua. A vítima de 29 anos foi identificada como Arlen Coimbra da Silva de Jesus, conhecido como “Brutus”, que trabalhava como barbeiro no local há cerca de quatro anos.

Testemunhas relataram que a ação criminosa contou com a participação de, pelo menos, cinco suspeitos. O grupo teria chegado no local em um veículo branco, de onde dois homens desceram e entraram na barbearia, efetuando vários disparos em direção à vítima, enquanto os demais ficaram do lado de fora para apoiar a fuga.

Arlen “não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local”. A Polícia Civil investiga a hipótese de que o crime esteja ligado à recusa da vítima em pagar uma suposta “taxa do crime”. Segundo familiares, Arlen não possuía antecedentes criminais e eles não tinham conhecimento de ameaças recentes contra ele, conforme informação divulgada por testemunhas e pela Polícia Civil.

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O crime e relatos de quem estava no local

De acordo com relatos de testemunhas, a ação foi rápida e articulada, com o veículo branco servindo de apoio para entrada e fuga. Duas pessoas teriam entrado na barbearia e efetuado os disparos, enquanto os outros suspeitos permaneceram do lado de fora, dando cobertura para a saída imediata do grupo. As testemunhas também detalharam que a vítima trabalhava no local há anos e era conhecida na região, o que chocou clientes e vizinhos.

Como a investigação está sendo conduzida

A Polícia Militar isolou a área para os trabalhos da Polícia Científica, garantindo a preservação do local e a coleta de vestígios. O caso está sob investigação da Divisão de Homicídios, que busca identificar os autores e esclarecer a motivação do crime. As autoridades trabalham com a hipótese de disputa por extorsão, e a investigação seguirá com coleta de depoimentos, imagens de câmeras e análise de perícia balística.

Contexto, hipóteses e reação da família

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o crime esteja relacionado à recusa da vítima em pagar uma suposta “taxa do crime”, prática ilegal associada a grupos criminosos. Familiares afirmaram que Arlen não possuía antecedentes criminais, e que não tinham conhecimento de ameaças recentes contra ele. O caso reacende a preocupação local sobre a atuação de grupos que cobram taxas e sobre a segurança de profissionais que atendem a comunidade.

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Próximos passos das autoridades

As investigações seguirão com a identificação dos envolvidos, análise das imagens e busca pelo veículo utilizado na ação. A Divisão de Homicídios informou que pretende esclarecer a motivação e responsabilizar os autores, enquanto a Polícia Militar mantém o patrulhamento na região para tentar localizar suspeitos e tranquilizar moradores e comerciantes do bairro do Curuçambá.

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