Viseu, 02 de fevereiro de 2026

BRB Afirma Não Haver Risco de Intervenção e Avalia Vender Ativos do Banco Master

O Banco de Brasília (BRB) descartou, nesta segunda-feira (19), qualquer risco de intervenção, afirmando que possui “suficiência patrimonial” para lidar com as investigações relacionadas ao Banco Master. A instituição, controlada pelo governo do Distrito Federal, revelou que está avaliando a[…]

© Joédson Alves/Agência Brasil
© Joédson Alves/Agência Brasil
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O Banco de Brasília (BRB) descartou, nesta segunda-feira (19), qualquer risco de intervenção, afirmando que possui “suficiência patrimonial” para lidar com as investigações relacionadas ao Banco Master. A instituição, controlada pelo governo do Distrito Federal, revelou que está avaliando a venda de ativos recuperados do banco privado, uma medida que visa fortalecer sua posição financeira.

As declarações do BRB surgem após a divulgação de informações que sugerem uma urgência em aporte de capital. Segundo o banco, quaisquer medidas para a recomposição de capital serão discutidas apenas após a conclusão das auditorias independentes e das análises realizadas pelo Banco Central. Essas informações foram divulgadas pelo g1.

Auditorias e a Relação com o Banco Master

O BRB destacou que os valores de possíveis prejuízos ainda estão sendo investigados por auditoria independente e pelo Banco Central. Por conta disso, o balanço referente ao terceiro trimestre não foi divulgado, e não há dados atualizados sobre sua situação financeira. O banco afirmou que toda operação relacionada ao caso está sob uma investigação forense, acompanhada pelas autoridades competentes.

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Impactos da Crise do Banco Master

O BRB foi severamente impactado pela crise do Banco Master, que enfrenta investigações por fraudes em carteiras de crédito. Dados do Banco Central indicam que o banco estatal adquiriu cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras que, posteriormente, foram consideradas fraudulentas. Além disso, o BRB injetou mais de R$ 5 bilhões no Master, inclusive na compra de cotas de fundos de investimento.

A nova administração do BRB, que assumiu após mudanças no comando no ano passado, está avaliando o impacto dessas operações em um horizonte de 2024 a 2025. Apesar das dificuldades, a possibilidade de um aporte de recursos do Governo do Distrito Federal pode aumentar a capacidade do banco de enfrentar a crise.

Esclarecimentos do Ministério da Fazenda

Recentemente, o Ministério da Fazenda emitiu uma nota negando que o ministro Fernando Haddad tenha discutido com o governo do Distrito Federal ou com a direção do BRB a necessidade de um aporte imediato de capital. O esclarecimento foi uma resposta a reportagens que sugeriam que o ministro teria solicitado prazos para um possível socorro financeiro ao banco estatal.

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Desafios Regulatórios

As operações com o Banco Master fizeram com que o BRB descumprisse temporariamente os limites prudenciais estabelecidos pelo Banco Central. O banco ficou desenquadrado por dois meses, em janeiro e fevereiro de 2025, levando o BC a limitar novas aquisições de ativos financeiros e a exigir um plano de solução a ser apresentado em seis meses.

Apesar do cenário desafiador, o BRB reafirma que não recebeu qualquer determinação formal do Banco Central para realizar um aporte imediato. O futuro financeiro do banco e suas estratégias para enfrentar a crise continuam sendo monitorados com atenção.

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