Família clama por Justiça após morte de jovem em ação da PF em Belém, quatro meses depois

Familiares de Marcello Vitor Carvalho, um jovem de 24 anos, realizaram um ato público na praça da República, em Belém, pedindo Justiça pela morte do rapaz, que ocorreu durante uma ação da Polícia Federal há quatro meses. A manifestação, realizada[…]

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Familiares de Marcello Vitor Carvalho, um jovem de 24 anos, realizaram um ato público na praça da República, em Belém, pedindo Justiça pela morte do rapaz, que ocorreu durante uma ação da Polícia Federal há quatro meses. A manifestação, realizada no último domingo, dia 8, foi um grito por reconhecimento e reparação, não apenas para Marcello, mas para todas as vidas perdidas em circunstâncias semelhantes.

A busca por Justiça pela morte de Marcello Vitor Carvalho

A mãe de Marcello, Suellen Carvalho, que também é escrivã da Polícia Civil, destacou a importância do ato. “É para que, juntos, nós lutemos por Justiça. Justiça não só para o meu filho, mas por tantas outras vidas tiradas pelo Estado”, afirmou. A operação da PF, que culminou na morte do jovem, ocorreu na manhã de 8 de outubro de 2025, quando 12 policiais invadiram sua casa e dispararam contra ele enquanto dormia.

Circunstâncias da operação e a morte de Marcello

Suellen relatou que a Polícia Federal abriu um inquérito para apurar as circunstâncias da operação. Ela mencionou que foram realizadas perícias e que o inquérito ainda não foi concluído, apesar de já se passarem quatro meses desde a tragédia. “A manifestação é para cobrar celeridade e imparcialidade na investigação”, disse. A escrivã expressou sua preocupação com a forma como a imagem de seu filho está sendo tratada no inquérito.

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Reações oficiais sobre a morte

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, comentou a morte de Marcello, afirmando que a operação se seguiu os trâmites legais e visava a captura de um investigado de alta periculosidade. De acordo com a versão oficial, Marcello teria agredido um dos agentes e tentado tomar a arma de outro, o que levou à sua morte. Rodrigues lamentou a situação, destacando que incidentes como esse são raros, mas ainda assim, são profundamente lamentáveis.

Clamor por justiça em nome de todas as vidas

Suellen enfatizou que a luta é também por outros que perderam suas vidas de forma injusta. “A vida não pode ser banalizada, o Estado não pode matar e justificar suas ações dizendo que houve reação”, afirmou. Ela concluiu que a luta por Justiça é essencial para que outros casos semelhantes não se repitam.

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