Bad Bunny no Super Bowl: show em espanhol exalta Porto Rico, provoca Trump e vira assunto nacional

Bad Bunny no Super Bowl, apresentação em espanhol transformou o estádio em festa de rua, exaltou a cultura porto-riquenha com cenários locais, e irritou o presidente Donald Trump Bad Bunny levou ao Super Bowl um espetáculo pensado para mostrar orgulho[…]

Bad Bunny no Super Bowl: show em espanhol exalta Porto Rico, provoca Trump e vira assunto nacional
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Bad Bunny no Super Bowl, apresentação em espanhol transformou o estádio em festa de rua, exaltou a cultura porto-riquenha com cenários locais, e irritou o presidente Donald Trump

Bad Bunny levou ao Super Bowl um espetáculo pensado para mostrar orgulho e raízes, com músicas em espanhol, dançarinos e cenografia inspirada em Porto Rico.

O show, montado em um cenário batizado de La Casita, trouxe elementos populares como um carrinho de piragua, um engenho de cana de açúcar, e até um casamento, reforçando a ideia de comunidade e festa.

Ao final, o artista enviou mensagens de união sem atacar diretamente o governo, mas a apresentação provocou reação imediata do presidente dos Estados Unidos, conforme informação divulgada pela AFP.

Show em espanhol e símbolos de Porto Rico

A apresentação começou com “Titi Me Pregunto” e seguiu com o hino de empoderamento “Yo Perreo Sola”, em um set que reproduzia uma casa porto-riquenha, a chamada La Casita.

Durante o show, Bad Bunny vestiu um conjunto todo branco, usou uma camisa de futebol americano com o número “64” e o sobrenome “Ocasio”, e em outro momento colocou um paletó elegante, dando palco tanto ao visual quanto à música.

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Ele também tocou “El Apagón”, canção que fala sobre o deslocamento de porto-riquenhos em sua ilha e os problemas com a rede elétrica, e chegou a carregar uma bandeira de Porto Rico, em um gesto simbólico para sua terra natal.

Convidados, surpresa e polêmica na internet

Celebridades como Pedro Pascal, Jessica Alba e Cardi B estiveram entre os presentes no palco, e participações surpresa vieram de Lady Gaga e do cantor porto-riquenho Ricky Martin.

Houve ainda polêmica nas redes por rumores não verificados sobre um menino no palco, especulando que seria uma criança equatoriana detida por agentes de imigração, mas a NFL afirmou à AFP que o garoto era um ator, e uma publicação no Instagram do próprio menino usou a hashtag #youngbadbunny.

Reações políticas, citações e dados

Bad Bunny já havia feito críticas à ampla ofensiva migratória em outra premiação dizendo, em inglês, “ICE out”, mas na apresentação do Super Bowl evitou ataques diretos ao governo, preferindo símbolos de união.

No encerramento, depois de citar países das Américas, ele arremessou uma bola com a frase traduzida para o português, “Juntos, somos a América”, e uma tela gigante exibiu a mensagem “A única coisa mais poderosa do que o ódio é o amor”.

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Mesmo assim, o presidente Donald Trump reagiu rapidamente, afirmando, nas palavras registradas, “Ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo”, e classificou a apresentação como “uma afronta à grandeza da América”.

O episódio reacende debate sobre representatividade linguística nos Estados Unidos, sobretudo quando dados oficiais apontam que mais de 41 milhões de americanos falam espanhol, informação citada pela AFP e amplamente usada na discussão sobre público e cultura.

Impacto para Porto Rico e carreira de Bad Bunny

Para Porto Rico, a apresentação foi motivo de orgulho, já que Bad Bunny cresceu em Vega Baja e alcançou fama global após trabalhos virais e sucessos no Spotify.

Recentemente ele venceu o Grammy de Álbum do Ano com “Debí Tirar Más Fotos”, a primeira obra em espanhol a conquistar a principal honraria da música, e sua escolha para o Super Bowl reforça a crescente presença latina em grandes palcos dos Estados Unidos.

Analistas de cultura e fãs destacam que a estratégia do artista foi exaltar identidade e união, enquanto a repercussão política mostra como grandes eventos podem virar terreno de disputa sobre língua, imigração e representação cultural.

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