Desfiles no RJ: Tuiuti, Vila Isabel, Grande Rio e Salgueiro encerram Sapucaí com enredos que exaltam cultura

Último dia de desfiles no RJ reúne escolas que exploram religiões, memória, Manguebeat e a trajetória de Rosa Magalhães na Avenida O encerramento dos desfiles no RJ traz uma sequência de enredos que misturam espiritualidade, história da música e preservação[…]

Desfiles no RJ: Tuiuti, Vila Isabel, Grande Rio e Salgueiro encerram Sapucaí com enredos que exaltam cultura
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Último dia de desfiles no RJ reúne escolas que exploram religiões, memória, Manguebeat e a trajetória de Rosa Magalhães na Avenida

O encerramento dos desfiles no RJ traz uma sequência de enredos que misturam espiritualidade, história da música e preservação ambiental, prometendo emoção até o fim da noite na Marquês de Sapucaí.

A Unidos do Paraíso do Tuiuti abre a noite resgatando laços espirituais entre Brasil e Cuba, enquanto Vila Isabel e Grande Rio celebram a influência da cultura popular e movimentos musicais que marcaram gerações.

O Salgueiro fecha a festa homenageando a trajetória de Rosa Magalhães e o acervo estético da escola, em uma leitura que relembra 50 anos de história do clube, conforme informação divulgada pelo g1.

Paraíso do Tuiuti, Ifá e a ligação Brasil-Cuba

A Pequena Valente de São Cristóvão, a Paraíso do Tuiuti, inicia o último dia com o enredo “Lonã Ifá Lukumi”, que redescobre a conexão espiritual entre Brasil e Cuba pela reverência à cultura dos Iorubás escravizados no país caribenho. A escola investe em cores e símbolos para mostrar como chamados pelos colonizadores de Lucumís, “sua vertente religiosa também é praticada no nosso país” e segue viva nas ruas e terreiros.

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Vila Isabel, Heitor dos Prazeres e a mestiçagem entre macumba e samba

A Unidos de Vila Isabel apresenta “Macumbebê, Samborembá. Sonhei que um Sambista Sonhou a África”, homenagem a Heitor dos Prazeres, retratando sua atuação como artista e mediador cultural. Na proposta, “macumba desde sempre se misturou com o samba”, frase que resume a ideia de encontro entre religiosidade e música popular levada à avenida.

O carnavalesco da Vila afirma que o enredo mostrará Heitor de forma inédita, ressaltando sua participação na criação de escolas como Estação Primeira de Mangueira e Portela, e celebrando seu papel como “fundador, inventor, grande mediador cultural, um aglutinador, um líder”.

Grande Rio e o Manguebeat, fauna, flora e identidade ribeirinha

A Acadêmicos do Grande Rio aposta no ritmo e na estética do Manguebeat com o enredo “Nação do Mangue”, inspirado no movimento liderado por Chico Science, Nação Zumbi e Mundo Livre S.A. A escola busca exaltar a fauna, a flora, o maracatu e a identidade do povo que vive nas margens dos rios e mangues, conectando tradições regionais como maracatu, frevo e coco a sonoridades urbanas.

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No percurso, a Grande Rio transforma a Sapucaí em um mosaico de referências ao Manguebeat, mostrando como os manguezais foram vistos pelos artistas como berço de transformação social e cultural.

Salgueiro, Rosa Magalhães e a biblioteca de memórias do carnaval

Para encerrar os desfiles no RJ, o Salgueiro traz um tributo ao universo criativo acumulado em cinco décadas de existência, e à figura de Rosa Magalhães, que mesmo após sua morte em 2024 segue reverenciada. O carnavalesco Jorge Silveira define cada setor do enredo como uma ala de biblioteca, um acervo cultural e estético que resgata o legado da escola.

Sobre Rosa, o texto da escola registra que “A professora Rosa Magalhães é sem dúvida a maior artista que a passarela do samba já produziu. Ela é filha da revolução salgueirense encabeçada por Fernando Pamplona e Arlindo Rodrigues e ela herda as características estéticas desses profissionais e vai construir seu próprio legado”.

Ao longo da noite, os desfiles no RJ prometem um fechamento marcado por diversidade temática e estética, unindo espiritualidade, memória, música e ambiente em narrativas que falam ao público e à história do carnaval brasileiro.

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