Governo anuncia R$ 1,4 bilhão para o Instituto Butantan ampliar produção de vacinas e IFA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciaram a entrega de recursos destinados à infraestrutura e à produção de vacinas e insumos imunobiológicos do Instituto Butantan, em São Paulo. O aporte federal soma[…]

Governo anuncia R$ 1,4 bilhão para o Instituto Butantan ampliar produção de vacinas e IFA
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciaram a entrega de recursos destinados à infraestrutura e à produção de vacinas e insumos imunobiológicos do Instituto Butantan, em São Paulo. O aporte federal soma R$ 1,4 bilhão pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento, com mais R$ 400 milhões do próprio instituto para expansão e modernização das instalações.

As obras incluem reformas e construção de novas fábricas, com foco em tecnologias modernas como vacinas com RNA mensageiro, além da produção de Insumo Farmacêutico Ativo, soros e imunizantes avançados. O objetivo é garantir maior autonomia do Brasil na fabricação desses produtos, reduzindo dependência externa.

Ordens de serviço para início das obras foram assinadas em cerimônia em São Paulo, que contou com autoridades federais e estaduais. Instituto Butantan passa a planejar a produção de vacinas como DTPa, HPV e a ampliação de envase e liofilização de soros, com perspectiva de aumento significativo da capacidade industrial, conforme informação divulgada pela Presidência da República.

Como serão aplicados os recursos

Os recursos serão direcionados para a construção de uma fábrica de vacina tetravalente contra o Papilomavírus Humano, para a reforma da unidade de produção e desenvolvimento de vacinas com a tecnologia de RNA mensageiro, visando a produção de Insumo Farmacêutico Ativo, e para uma nova fábrica do IFA da vacina DTPa, que protege contra difteria, tétano e coqueluche.

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Também está prevista a reforma do prédio de produção de soros e a criação de uma nova área de envase e liofilização do produto, etapas essenciais para melhorar a conservação e a distribuição de imunobiológicos. Segundo os anúncios, as intervenções vão modernizar cadeias produtivas e ampliar controles de qualidade.

Citações oficiais e metas de vacinação

Na cerimônia, Lula afirmou, sobre o apoio ao setor de pesquisa, “Enquanto eu tiver possibilidade de ajudar, não faltará dinheiro para a pesquisa, nem no Butantan e nem em outro instituto de pesquisa desse país”. O ministro Padilha destacou a dimensão do marco, “Um dia histórico. Não tenho dúvida nenhuma de que, hoje, nós estamos presenciando um marco histórico que vai colocar o Butantan entre os maiores complexos de inovação tecnológica e industrial do mundo”.

Padilha também comentou o cronograma previsto para uso de novas produções, anunciando que o Ministério da Saúde trabalha, “para este ano ainda começar a vacinar o conjunto da população a partir de 59 anos e descendo [a faixa etária], com essa produção da [fábrica da] WuXi, que tem a capacidade hoje já de produzir 30 vezes mais do que o Butantan tem de capacidade de produção”.

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Status da vacina contra a dengue

Aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no início de dezembro, Butantan-DV é o primeiro imunizante contra a dengue em dose única no mundo. A vacina foi testada para ser aplicada em pessoas com idade de 12 a 59 anos. O ministro da Saúde prevê que a Butantan-DV comece a ser disponibilizada ao público geral ainda neste ano, com priorização por faixa etária conforme a produção aumentar.

Impacto esperado e próximos passos

Autoridades presentes na assinatura das ordens de serviço, incluindo o vice-presidente, Geraldo Alckmin, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás, ressaltaram a importância do investimento para fortalecer a indústria de vacinas do país. A expectativa é que a modernização leve o Butantan a maior capacidade de produção e ao protagonismo em inovação biomédica no Brasil.

Com início das obras já autorizado, o cronograma de execução e a ampliação da produção deverão ser detalhados nos próximos meses, com foco em cumprir as metas de disponibilidade de vacinas e em consolidar a autonomia nacional na fabricação de imunobiológicos.

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