A recente matéria do jornal norte-americano The New York Times sobre a possibilidade de turistas se hospedarem em motéis durante a COP30, em Belém, ganhou repercussão nacional. O conteúdo foi republicado por veículos da imprensa paulista, provocando surpresa e comentários nas redes sociais. No entanto, o uso de motéis como alternativa de hospedagem em grandes eventos não é uma novidade no Brasil — e nem no mundo.
Durante os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro, diversos motéis foram adaptados para receber turistas e membros de delegações, diante da alta demanda por quartos e da insuficiência da rede hoteleira tradicional. O mesmo ocorreu durante a Copa do Mundo de 2014, quando algumas cidades-sede também recorreram a essa solução.
A prática também já foi adotada fora do Brasil. Na COP16, realizada em Cancún, no México, estruturas semelhantes também foram utilizadas para hospedar visitantes. A prioridade nesses casos é encontrar formas funcionais e criativas de atender ao fluxo de turistas, sem comprometer a logística dos eventos.
Além dos motéis, outra alternativa que vem sendo discutida para Belém durante a COP30 é o uso de navios de cruzeiro atracados no porto da cidade. Na Rio 2016, seis navios foram utilizados como “hotéis flutuantes” para reforçar a capacidade de hospedagem. Em Belém, dois navios já estão previstos, mas a iniciativa virou alvo de especulação nas redes.
A COP30, que acontece em novembro de 2025, deve reunir cerca de 50 mil visitantes na capital paraense, incluindo chefes de Estado, delegações internacionais, imprensa e ativistas do mundo inteiro. Diante disso, as soluções alternativas de hospedagem — como motéis e navios — ganham protagonismo como estratégia viável e já testada em outros grandes eventos internacionais.
Com Informações: Pará News Web







