O governador do Pará, Helder Barbalho, lança oficialmente nesta segunda-feira (10) o Vale Bioamazônico, projeto voltado ao desenvolvimento sustentável e à inovação tecnológica baseada na biodiversidade da Amazônia. O anúncio ocorrerá durante a COP30, conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, realizada em Belém.
O Vale Bioamazônico será apresentado como um novo modelo de integração entre tecnologia, ciência e economia florestal, com foco na geração de negócios sustentáveis e na valorização dos recursos naturais da região.
O evento conta com a participação de Aloizio Mercadante, presidente do BNDES; Martín von Hildebrand, secretário-geral da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA); Letícia Moraes, vice-presidente do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS); e Raul Protázio Romão, secretário de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade do Pará. O painel será mediado por Beto Veríssimo, coordenador da iniciativa Amazônia 2030.
Estrutura e objetivos do projeto
O Vale Bioamazônico será estruturado como um ecossistema de inovação, reunindo centros de pesquisa, programas de formação e espaços de desenvolvimento tecnológico. Entre as iniciativas ligadas ao projeto estão o Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, o Museu das Amazônias e o Parque de Ciência e Tecnologia do Guamá.
Durante o pré-lançamento, Helder Barbalho explicou que a proposta se inspira na lógica do Vale do Silício, nos Estados Unidos, mas aplicada ao contexto amazônico, unindo biotecnologia, energia limpa e inteligência artificial para promover soluções sustentáveis.
De acordo com o governo do Pará, o projeto busca fortalecer cadeias produtivas ligadas à bioeconomia, incentivar pesquisas científicas aplicadas à floresta e atrair investimentos em inovação verde.
O Vale Bioamazônico já havia sido apresentado em eventos internacionais, como o TEDx Amazônia, realizado em Belém, e na Semana do Clima de Nova Iorque. Com o lançamento durante a COP30, o Pará busca consolidar-se como um dos principais polos mundiais da nova economia da floresta.
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