A justiça de Londres analisou nesta terça-feira, 27, uma ação movida por Mitch Winehouse contra duas amigas da filha, por venda de objetos pessoais da cantora após sua morte. O processo alega que as mulheres negociaram pertences sem ter direito a fazê‑lo, e que o pai foi induzido ao erro sobre os termos da venda.
Entre os itens comercializados, aparecem uma bolsa preta da Armani e vestidos usados por Amy em sua última turnê, em junho de 2011. Segundo os documentos, os objetos foram “avaliados em cerca de 730 mil libras (R$ 5,3 milhões, na cotação atual)”, valor que alimenta a disputa judicial.
Os autos também afirmam que havia um acordo para doar um terço dos lucros à Fundação Amy Winehouse, entidade criada para ajudar jovens, compromisso que, conforme a ação, não foi cumprido, conforme informação divulgada pela AFP.
O que a acusação diz
O pai de Amy, Mitch Winehouse, processou Naomi Parry, ex‑estilista da cantora, e Catriona Gourlay, alegando que as duas mulheres não tinham o direito de vender os pertences. O advogado de Mitch afirmou que ele e sua ex‑esposa Janis receberam um e-mail descrevendo a venda como contendo apenas “alguns detalhes menores”, descrição que foi qualificada como “sumamente enganosa”.
Provas e valores envolvidos
Nos documentos do tribunal consta que os itens foram leiloados pela Julien’s Auctions, com sede em Los Angeles, e que os objetos foram “avaliados em cerca de 730 mil libras (R$ 5,3 milhões, na cotação atual)”. A família alega que Mitch acreditava que os lucros do leilão seriam para ele, e que a promessa de doar parte ao instituto da cantora não foi honrada.
Defesa das acusadas
Em defesa, o advogado de Catriona Gourlay, Ted Loveday, declarou que “a maioria dos itens havia sido doada ou emprestada às duas mulheres pela cantora, embora não houvesse provas que respaldassem tal afirmação”. Essa alegação é central para a defesa, e a falta de documentos formais sobre doações ou empréstimos complica a situação.
Próximos passos e impacto
O caso segue em fase preliminar no Tribunal Superior de Londres, e poderá exigir perícias sobre a titularidade dos objetos e a origem dos acordos. A disputa reacende debates sobre o destino de bens de artistas falecidos, a transparência em leilões e a proteção de patrimônios pessoais, temas que devem ser avaliados pelos juízes nas próximas audiências.





