Anvisa informou a interdição cautelar de um lote do leite condensado semidesnatado La Vaquita, após fiscalização identificar problema em análise laboratorial, e a apreensão de dois suplementos comercializados sem comprovação. Nas próximas seções explicamos o que foi detectado, como as empresas se posicionaram e o impacto para consumidores.
O lote do leite condensado foi reprovado no teste microbiológico Estafilococos Coagulase Positiva (ECP), conforme laudos citados pela vigilância. O exame, realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels, avalia a presença de Staphylococcus aureus, bactéria que em níveis elevados pode causar intoxicações alimentares e outras doenças.
Informações sobre a decisão e as apreensões foram divulgadas pela imprensa, conforme informação divulgada pela Agência Brasil.
O que apontaram as análises
Segundo o relatório das análises fiscais, o teste microbiológico Estafilococos Coagulase Positiva (ECP) indicou reprovação do lote, motivo que levou à medida cautelar. O procedimento do Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels é utilizado para quantificar a presença de Staphylococcus aureus em alimentos, bebidas e embalagens, e resultados elevados representam risco à saúde.
Em casos assim, a medida cautelar visa retirar o produto do mercado até que sejam esclarecidas as causas da contaminação e realizadas ações corretivas, evitando que consumidores sejam expostos a agentes que podem provocar intoxicação.
Posicionamento da fabricante citada
A Anvisa atribuiu o leite condensado La Vaquita à empresa Apti Alimentos, porém, a alimentícia afirmou, em nota oficial, que o produto não faz parte do seu portfólio e que foi associado erroneamente pela agência de vigilância sanitária. A diferença entre as informações levou a Agência a sinalizar investigação sobre origem e responsabilidade pela rotulagem e distribuição do lote interditado.
Enquanto os órgãos de controle apuram a cadeia de comercialização, consumidores são orientados a não consumir produtos do lote apontado e a verificar comunicados oficiais nos canais da Anvisa e das vigilâncias locais.
Irregularidades nos suplementos Glicojax e Durasil
Anvisa também informou apreensão dos suplementos Glicojax e Durasil, com a constatação de que “A Anvisa constatou que os suplementos Glicojax e Durasil possuem origem desconhecida e utilizam propagandas enganosas”. No caso do Glicojax, o produto afirma benefícios como auxílio no controle da glicose sanguínea, suporte cardiovascular, suporte à saúde metabólica e controle da diabetes, alegações que, segundo a agência, não têm comprovação científica.
O suplemento em gotas da marca Durasil promete aliviar dores e melhorar a função erétil, e igualmente teve o fabricante identificado como desconhecido. Apesar das irregularidades apontadas, plataformas de vendas online como Shopee e Mercado Livre continuam a distribuir o suplemento, problema que a agência e plataformas de comércio precisam enfrentar para reduzir riscos à saúde.
A Agência Brasil informou ainda que entrou em contato com as empresas envolvidas e aguarda retorno, enquanto consumidores e revendedores devem observar alertas e remover produtos suspeitos até que a investigação seja concluída.








