O governo brasileiro manifestou sua indignação em relação à demolição da sede da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA) em Jerusalém Oriental, ocorrida sob ordens de autoridades israelenses. Essa ação, considerada uma violação dos direitos internacionais, foi condenada nesta quinta-feira (22) pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil.
Demolição da UNRWA e a reação do Brasil
A demolição, iniciada na terça-feira (20), foi justificada por uma legislação aprovada pelo parlamento israelense no final do ano passado, que permitiu cortes no fornecimento de água e eletricidade para a sede da UNRWA. O Itamaraty enfatizou que “medidas que violam instalações da UNRWA no território palestino ocupado constituem flagrante violação do direito internacional”.
Declarações do Itamaraty e da UNRWA
O Itamaraty destacou que essa demolição contraria os pareceres da Corte Internacional de Justiça e reafirmou seu compromisso em apoiar a continuidade das atividades da UNRWA, que atende 6 milhões de refugiados palestinos. Philippe Lazzarini, comissário-geral da UNRWA, chamou a demolição de “ataque sem precedentes” contra as Nações Unidas.
Contexto e consequências da demolição
Esta ação ocorre em um contexto de crescente tensão na região, onde as instalações da UNRWA foram alvo de incêndios, em meio a uma “campanha de desinformação em larga escala” promovida por Israel. A demolição é vista como um passo que agrava ainda mais a situação dos refugiados palestinos, que dependem dos serviços da agência.
O papel do Brasil na defesa dos direitos humanos
O Brasil, que atualmente preside a Comissão Consultiva da UNRWA, reafirma seu papel na defesa dos direitos humanos e na busca por soluções pacíficas para o conflito. O governo brasileiro continua a apoiar a agência na prestação de serviços essenciais, reforçando seu compromisso com a proteção dos direitos dos refugiados palestinos.





