Casal confundido com os pais de um adolescente alvo da operação Cão Orelha diz ter recebido mensagens com ameaças de morte, telefonemas e perseguição, e relata que a situação gerou medo e insegurança em sua rotina
O casal afirma que, após ser erroneamente identificado como responsável por um adolescente investigado no âmbito da operação Cão Orelha, passou a receber mensagens e telefonemas com conteúdo ameaçador.
Segundo o relato, as ameaças teriam aumentado nos dias seguintes à confusão, e vizinhos chegaram a comentar sobre a suposta ligação da família com o caso, intensificando o isolamento social do casal.
Os dois afirmam que decidiram procurar a polícia e registrar boletim de ocorrência diante da escalada de intimidação, e que agora vivem com receio, aguardando providências das autoridades, conforme informações divulgadas pelo casal e pela polícia civil.
Como ocorreu a confusão e o impacto imediato
De acordo com o relato do casal, a identificação equivocada começou após a divulgação de informações preliminares sobre a investigação, quando nomes e endereços foram associados ao adolescente investigado, gerando uma cadeia de equívocos.
Em consequência, moradores da região passaram a olhar com desconfiança, e o casal conta que atividades simples, como sair de casa e ir ao mercado, tornaram-se fonte de estresse, diante do receio de represálias.
Relatos de ameaças e formas de intimidação
As mensagens recebidas incluem ameaças explícitas de violência, telefonemas com tom agressivo, e comentários em redes sociais atribuindo ao casal responsabilidade por atos atribuídos ao adolescente, segundo as vítimas.
O casal descreve que houve também tentativas de contato presencial, que os deixaram mais apreensivos, e que a circulação de boatos contribuiu para a escalada das hostilidades, obrigando-os a mudar rotinas.
Medidas adotadas pelas vítimas e investigação
Após registrar ocorrência, o casal relatou que as autoridades orientaram sobre medidas de segurança, e que a polícia civil abriu apuração para identificar as origens das mensagens e possíveis autores das ameaças.
A investigação busca apurar responsabilidades pela divulgação de dados e pela propagação de boatos que levaram ao erro de identificação, e a apuração poderá apontar responsabilizações civis e criminais.
Consequências sociais e recomendações
Especialistas ouvidos por representantes do casal ressaltam que identificar e checar informações em operações policiais é fundamental para evitar danos a inocentes, e que campanhas de esclarecimento podem reduzir linchamentos e ameaças.
Enquanto aguardam desfecho, o casal pede por proteção e por responsabilidade na divulgação de informações sobre a operação Cão Orelha, e alerta para o impacto humano de equívocos, destacando a necessidade de checagem, cautela e respeito às famílias envolvidas de forma indevida.








