O Carnaval traz alegria, cor e multidões, porém também aumenta a exposição a agentes que podem causar alergias, como maquiagem, glitter, sprays e tecidos sintéticos, em combinação com calor e aglomerações. Nesses cenários, quem tem pele sensível, rinite ou asma precisa redobrar a atenção para não ter a folia interrompida por crises.
Com pequenas mudanças no preparo da fantasia, na escolha dos produtos e nos hábitos ao longo do dia, é possível reduzir muito o risco de irritações e problemas respiratórios, sem perder o clima da festa. A adoção de itens hipoalergênicos, roupas que favoreçam a respiração da pele e cuidados com o sol fazem diferença prática na proteção.
Confira a seguir as sete recomendações principais reunidas por especialistas para curtir com mais segurança, conforme informação divulgada pela Dra. Brianna Nicoletti, médica alergista e imunologista.
Maquiagem e adereços, opte por versões menos agressivas
Ao preparar a fantasia, dê preferência a maquiagens hipoalergênicas e dermatologicamente testadas, pois, segundo a especialista, “Maquiagens comuns, principalmente as mais baratas ou sem procedência, podem conter conservantes e corantes altamente irritantes”. Fazer um teste de contato em uma pequena área antes do uso extensivo reduz o risco de dermatite de contato e coceira.
Em relação ao brilho, é importante lembrar que “O glitter pode causar microlesões na pele e nos olhos, além de desencadear inflamações. Já os sprays de espuma liberam partículas inaláveis que agravam quadros de asma e rinite”. Sempre que possível, prefira glitter biodegradável que seja indicado para uso corporal, aplique com cuidado, e evite sprays coletivos em ambientes fechados ou muito cheios.
Roupa, sol e hidratação: trios que fazem diferença
Roupas pesadas e feitas de fibras sintéticas favorecem o acúmulo de suor e o atrito, aumentando brotoejas e irritações. A recomendação é escolher fantasias com tecidos naturais, pois, como explica a especialista, “Algodão e outros tecidos naturais permitem que a pele respire melhor, diminuindo o risco de irritações, principalmente em ambientes quentes e úmidos”.
Além disso, é essencial proteger a pele do sol, usando protetor solar reaplicado ao longo do dia, já que “O uso diário de protetor solar, reaplicado ao longo do dia, ajuda a proteger a pele e evita reações inflamatórias”. Manter a hidratação bebendo água com frequência também ajuda a preservar a integridade da pele e das vias aéreas, por isso, “A hidratação adequada contribui para a integridade da pele e das vias respiratórias, tornando o organismo mais resistente a agentes irritantes”.
Medicamentos em dia e atenção aos primeiros sinais
Quem faz uso contínuo de medicação para rinite, asma ou outras condições alérgicas não deve interromper o tratamento durante a festa. A médica reforça que “Manter o tratamento em dia é fundamental para prevenir crises, especialmente em um período de maior exposição a gatilhos”. Leve os remédios de uso diário e, se indicado, um inalador de resgate para asma.
Fique atento aos sinais iniciais de alergia, como coceira intensa, vermelhidão, espirros frequentes, falta de ar ou inchaço. Como orienta a especialista, “Ao perceber qualquer reação, o ideal é interromper a exposição ao agente suspeito e procurar orientação médica, principalmente se os sintomas forem respiratórios”. Agir rápido pode evitar que um quadro simples evolua para uma emergência.
Resumo prático para curtir sem sustos
Para resumir, proteja-se escolhendo maquiagens hipoalergênicas, limitando o uso de glitter e sprays, preferindo roupas de algodão, reaplicando protetor solar, mantendo a hidratação, não suspendendo medicamentos e observando sinais de alerta. Com essas medidas, é possível aproveitar o Carnaval e reduzir significativamente o risco de alergias, sem abrir mão da diversão.







