COP 30 na Amazônia: por que Belém é essencial no debate climático global?

COP 30 na Amazônia: por que Belém é essencial no debate climático global?

A escolha de Belém como sede da 30ª Conferência das Partes (COP 30) gerou debates desde sua oficialização em 2023. Críticas sobre a capacidade da cidade para sediar um evento de grande porte evidenciam desafios logísticos, estruturais e ambientais.

A capital do Pará, localizada na região amazônica, atrairá lideranças políticas, acadêmicos e ativistas para debater soluções para as mudanças climáticas. No entanto, a infraestrutura urbana, a mobilidade e a gestão de resíduos são pontos de atenção destacados por especialistas e organizações internacionais.

A história da Amazônia reforça a necessidade de um olhar mais atento para a região. Desde o período colonial, a economia local foi explorada sem que a população usufruísse dos recursos gerados. Políticas desenvolvimentistas intensificaram a degradação ambiental e mantiveram desafios sociais para comunidades tradicionais e povos indígenas.

A realização da COP 30 na Amazônia também se alinha à estratégia da ONU de sediar conferências em regiões impactadas pelas mudanças climáticas. Eventos anteriores em Sharm El-Sheikh (COP 27), Dubai (COP 28) e Baku (COP 29) também foram marcados por desafios locais e críticas sobre transparência, infraestrutura e influência de grupos econômicos.

O Pará é um dos estados brasileiros com maior taxa de desmatamento. Em janeiro de 2025, foi responsável por 46% da perda de cobertura vegetal na Amazônia Legal, além de altos índices de emissão de CO2. A COP 30 poderá colocar em pauta questões críticas para a região, como a preservação do bioma e a implementação de políticas ambientais eficazes.

A proximidade do evento acelerou obras e projetos de infraestrutura em Belém, o que pode significar a continuidade desses investimentos após a conferência. A inclusão de atores locais e a valorização do conhecimento amazônico são apontadas como oportunidades para tornar o evento um marco para a região e para a política climática global.

A COP 30 tem o potencial de ampliar o protagonismo amazônico no debate ambiental internacional e reforçar a necessidade de políticas mais eficazes para combater o desmatamento e as mudanças climáticas. A execução e os resultados do evento definirão seu impacto real para a região e para as decisões globais sobre o clima.

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Com Informações: Para Web News

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