Praças Derby e Arsenal receberam Alvorada dos Passistas, Almoço com o Frevo, cortejo pelo Rio Branco-Arsenal e apoteose final, celebrando o Dia do Frevo com grupos, bandas e companhias de dança em Recife
A manhã começou com uma grande saudação ao ritmo na Praça e Sinal do Derby, um dos pontos mais movimentados da cidade, onde companhias de dança e bandas abriram a festa do Dia do Frevo.
Entre as apresentações matinais estiveram grupos como Frevo Zen, Som Brasil Banda Show e Trilha Nordestina, que embalaram os passos dos passistas na Alvorada dos Passistas.
A programação seguiu para a Praça do Arsenal, com almoço, cortejos e a apoteose que reuniu músicos e blocos, preservando a tradição do frevo nas ruas de Recife, conforme informação divulgada pela programação do evento.
Alvorada dos Passistas e a abertura nas praças
Pela manhã, a Alvorada dos Passistas transformou a Praça e Sinal do Derby em um palco aberto, com várias companhias de dança em passos sincronizados, figurinos coloridos e fanfarra. O público acompanhou de perto a performance de passistas que mantém viva a tradição do frevo, com destaque para as bandas que deram ritmo ao encontro.
Almoço com o Frevo, cortejo e blocos no circuito
A partir das 15h, o Almoço com o Frevo reuniu na Praça do Arsenal a Troça Carnavalesca Mista Abanadores do Arruda, o Clube de Boneco seu Malaquias, a Cia de Dança Trapiá e a Escola de Frevo do Recife, em uma programação que uniu gastronomia e cultura popular.
Já às 17h, mais de dez agremiações e grupos musicais e de dança percorreram o circuito Rio Branco – Arsenal, com participação de blocos como Madeira do Rosarinho, Clube Carnavalesco Misto Pão Duro, Passistas de Zenaide Bezerra e Bloco Carnavalesco Lírico Edite no Cordão, levando o frevo pelas ruas e atraindo foliões de todas as idades.
Às 18h, o palco montado na Praça do Arsenal recebeu a Apoteose dos Alegres Bandos, que contou com músicos de mais 6 blocos, consolidando o encerramento da programação oficial com som, dança e celebração coletiva.
História, origem da data e homenagem
A data é celebrada em referência ao trabalho do pesquisador e escritor Evandro Rabello. De acordo com seus estudos, “o dia 9 de fevereiro de 1907 foi quando o termo “frevo” apareceu pela primeira vez na imprensa, no Jornal Pequeno, com sede na capital pernambucana.”
O ritmo, que é Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro e da Humanidade, também é festejado nacionalmente no dia 14 de setembro, no Dia Nacional do Frevo. A escolha do dia 9 de fevereiro é uma homenagem ao nascimento do jornalista Oswaldo Almeida, considerado o responsável por nomear a manifestação cultural como “frevo”.
O termo nasceu da alteração fonética da palavra “frever”, usada popularmente para descrever a efervescência das ruas durante o carnaval, e a celebração em Recife reforça a ligação entre memória, dança e música, mantendo vivo o espírito do frevo nas praças e nos cortejos.








