Dólar sobe para R$ 5,73 em meio a incertezas sobre tarifas dos EUA

Dólar sobe para R$ 5,73 em meio a incertezas sobre tarifas dos EUA

Apesar da alta da divisa americana, a Bolsa de Valores brasileira avançou 0,34%, fechando aos 132.519 pontos, impulsionada pela valorização do petróleo

CRIS FAGA/DRAGONFLY PRESS/ESTADÃO CONTEÚDODólar chegou a atingir R$ 5,7479 no início da tarde

O dólar fechou em alta de 0,42% nesta quarta-feira (26), cotado a R$ 5,732, acompanhando a valorização da moeda americana no exterior. O movimento refletiu a cautela dos investidores diante da possível imposição de novas tarifas comerciais pelos Estados Unidos, medida que pode impactar a economia global. A expectativa em relação ao anúncio do presidente Donald Trump sobre tarifas no setor automobilístico e a iminência das chamadas “tarifas recíprocas”, previstas para 2 de abril, aumentaram a aversão ao risco nos mercados. Nos Estados Unidos, os principais índices acionários registraram quedas expressivas: o S&P 500 caiu 1,12% e o Nasdaq recuou 2,04%.

Apesar da alta do dólar, a Bolsa de Valores brasileira avançou 0,34%, fechando aos 132.519 pontos, impulsionada pela valorização do petróleo. A moeda americana chegou a atingir R$ 5,7479 no início da tarde, refletindo o fortalecimento do dólar no mercado internacional. No cenário doméstico, analistas apontam que a volatilidade cambial também tem sido influenciada por incertezas fiscais e políticas. A indefinição sobre a reforma tributária e medidas de estímulo ao consumo geram preocupações sobre a condução da política econômica brasileira.

Nos Estados Unidos, membros do Federal Reserve (Fed) alertaram para o impacto das tarifas na inflação e na política de juros. O presidente do Fed de St. Louis, Alberto Musalem, afirmou que o banco central americano pode ser forçado a manter os juros elevados por mais tempo, dependendo dos efeitos das novas tarifas sobre a economia.

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A alta do dólar ocorre em meio a um fluxo cambial negativo no Brasil. Segundo dados do Banco Central, até 24 de março, houve saída líquida de US$ 7,676 bilhões. A valorização do real nos últimos meses tem sido sustentada pelo desmonte de posições compradas em derivativos cambiais por investidores estrangeiros. Com a incerteza sobre os desdobramentos da política tarifária dos EUA e seus impactos na inflação global, o mercado segue atento às próximas decisões de política monetária tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

*Com informações do Estadão Conteúdo
Publicado por Felipe Dantas

Com Informações: Jovem Pan

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