Escola sustentável no Parque do Utinga terá 13 salas e ensino com ênfase ambiental e florestal

Nova unidade com proposta de escola sustentável no Parque do Utinga terá 13 salas, integrará ensino, conservação e uso sustentável do parque, com projeto executivo e processo de licitação em andamento A Secretaria de Estado de Educação, em parceria com[…]

Escola sustentável no Parque do Utinga terá 13 salas e ensino com ênfase ambiental e florestal
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Nova unidade com proposta de escola sustentável no Parque do Utinga terá 13 salas, integrará ensino, conservação e uso sustentável do parque, com projeto executivo e processo de licitação em andamento

A Secretaria de Estado de Educação, em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade, anunciou a construção de uma nova unidade escolar dentro do Parque Estadual do Utinga, em Ananindeua.

A proposta prevê 13 salas de aula em área classificada como zona de alta intervenção, local permitido para estruturas públicas conforme o plano de gestão da unidade de conservação.

A escola, com proposta pedagógica voltada para a sustentabilidade e ênfase florestal, deve atender principalmente moradores do entorno, especialmente da região de Águas Lindas, conforme informações divulgadas pela Seduc e pelo Ideflor-Bio.

Projeto, licitação e áreas permitidas

O avanço da obra ocorreu após a publicação do edital de licitação no Diário Oficial do Estado, o que autoriza a contratação de empresa especializada para executar a construção seguindo o padrão do FNDE, e prevê também a elaboração do projeto executivo, garantindo critérios técnicos, pedagógicos e ambientais.

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A área escolhida para receber a escola é classificada como zona de alta intervenção, ou seja, um setor do parque onde estruturas públicas previstas no plano de gestão são permitidas, garantindo compatibilidade entre a nova unidade e as regras de conservação.

Modelo pedagógico e público-alvo

A futura escola sustentável buscará integrar aprendizagem, conservação e uso sustentável do território, aproximando estudantes da realidade da floresta urbana e ampliando o papel do Parque do Utinga como espaço de educação ambiental, pesquisa e conscientização.

Segundo a Seduc, a unidade deve atender principalmente moradores do entorno, ampliando o acesso à educação pública com ênfase ambiental e florestal, reforçando identidade e pertencimento entre os estudantes locais.

Diálogo comunitário e reações oficiais

O surgimento da proposta veio de reivindicações da sociedade civil, levadas aos Conselhos Gestores do Parque do Utinga e da APA Belém, e foi debatida, aprovada e incluída como condicionante ambiental da obra da Avenida Liberdade, fortalecendo a participação popular nas decisões públicas.

Sobre o significado do projeto, Ricardo Sefer afirmou, “Esta escola é um marco para a educação pública, especialmente para quem mora na área de Águas Lindas. Primeira unidade de ensino que será sustentável e também vai atender uma demanda muito esperada de quem mora no entorno. A construção da ‘Escola da Floresta’ vai trazer uma questão de identidade para os nossos alunos. Buscamos, de alguma maneira, a consciência ambiental, a consciência de pertencimento, não só com relação ao meio ambiente, mas também com relação àquilo que se espera de uma escola”.

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O presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, destacou, “Essa escola é fruto do diálogo, da escuta ativa da comunidade e do compromisso do Governo do Estado com uma educação que valoriza o meio ambiente. É uma conquista coletiva, construída com responsabilidade e visão de futuro, da qual o Ideflor-Bio se orgulha de fazer parte”.

Júlio Meyer, responsável pela gestão do parque, ressaltou o impacto para as próximas gerações ao afirmar, “O Utinga cumpre um papel fundamental na conservação e na educação ambiental. Ter uma escola com ênfase florestal integrada a esse espaço é fortalecer a relação das novas gerações com a natureza e com a cidade, garantindo que o desenvolvimento aconteça de forma sustentável”.

Próximos passos e expectativas

Com o edital publicado e a previsão de projeto executivo, as próximas etapas incluem a contratação da empresa responsável e a execução da obra segundo os padrões técnicos exigidos, para que a nova unidade efetive o papel de aproximar estudantes da floresta urbana e reforçar práticas de conservação.

A construção da Escola da Floresta promete transformar parte do Parque do Utinga em um centro de aprendizagem ambiental, ao mesmo tempo em que busca atender demandas locais por vagas e por um modelo de ensino alinhado à sustentabilidade.

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