Últimas Notícias
Polícia prende um integrante de quadrilha que furtou mais de 20 cabeças de gado em Altamira
Negociações sobre acordo UE-Mercosul serão suspensas até eleições do Parlamento Europeu
Tornado atinge casas e provoca prejuízos em Alagoas
PRF apreende dez toras de madeira ilegal, em São Miguel do Guamá, nordeste paraense
Dinâmica da semana do BBB 24 tem Poder da Palavra; confira a agenda
Pep Guardiola expressa vontade de treinar seleção: ‘Gostaria de disputar uma Copa do Mundo’
Ex- Paysandu, atacante fecha com adversário do Remo na Série C de 2024
MP diz que crimes sexuais no Pará estão acima da média e nega tráfico de órgãos no Marajó
BBB 24: Marcus Vinicius fala sobre amor por Belém e revela novos planos para a carreira
Monica Iozzi detona Neymar por doar dinheiro a Daniel Alves: ‘nojento’; assista
Farinha está mais cara em Belém, e preço deve continuar subindo nos próximos meses, aponta Dieese
Saiba como não cair em golpe ao registrar marcas e patentes; assista
OAB-PA realiza ato público em apoio a advogada que se desentendeu com delegado, em Castanhal
Arouca x Famalicão: onde assistir ao vivo e o horário do jogo hoje (23/02) pelo Campeonato Português
Torcida do Remo pede ‘público zero’ contra o Águia, em meio crise
Next
Prev

Especialistas veem risco de alta de custos com MP da Eletrobras

Especialistas do setor elétrico criticaram o texto-base aprovado na noite de quarta-feira pela Câmara dos Deputados que autoriza o governo a privatizar a Eletrobras. A avaliação é que o relatório apresentado pelo relator da matéria na Casa, deputado Elmar Nascimento (DEM-BA), interfere em questões de planejamento da área, ao definir sua expansão por meio de usinas térmicas e de hidrelétricas de pequeno porte (PCHs).

Editada em 23 de fevereiro, a medida provisória prevê a diluição da atual participação do governo no capital da estatal, dos atuais 60% para 45%, por meio da oferta de novas ações no mercado. A MP foi aprovada na Câmara por 313 votos a favor e 166 contra. O texto segue agora para o Senado, onde tem de ser votado até 22 de junho, quando perde a validade. "Acho um absurdo completo, porque o relator se meteu em questões de planejamento do setor elétrico", disse o diretor do instituto Ilumina, Roberto D'Araújo.

Para ele, as medidas previstas no relatório devem elevar os custos do setor, que serão refletidos nas tarifas de energia, e não o contrário como o governo tem defendido. "Baixar tarifa deveria ser atacando os custos de geração, e não da forma como estão propondo, que é pegar o dinheiro da Eletrobras e colocar para cobrir a tarifa alta", disse ele, ao explicar que, após o fim do dinheiro, os custos de geração continuarão pressionando os custos para o consumidor final.

O presidente da consultoria PSR e ex-presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luiz Barroso, tem opinião semelhante. Na avaliação dele, a contratação de térmicas é "muito ruim" porque atribui ao Legislativo a atividade de planejamento do setor elétrico, ignorando as atividades já realizadas pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

"Leva para o universo político uma discussão que é técnica. A definição de compra compulsória de tecnologias pode resultar em ineficiências e pressionar ainda mais uma tarifa já pressionada", afirmou.

O ex-presidente da EPE Maurício Tolmasquim também acredita que, da forma como a MP foi aprovada, traz novos custos para o setor, alguns dos quais terão de ser financiados pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), para arcar com o valor mais caro da energia vendida pelas PCHs. "Tem uma série de novos custos e imposições que foram colocadas sobre o consumidor de energia, que terá impacto grande sobre a tarifa", afirmou ele.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Notícias ao Minuto

DEIXE SEU COMENTÁRIO

LEIA TAMBÉM