Esse Rio É Minha Rua: estreia de Ruy Antônio Barata revive memórias afetivas de Belém e do Pará

Ruy Antônio Barata lança narrativa de estreia que resgata lembranças, costumes e tensões do Pará no século XX, unindo pesquisa histórica e memória afetiva, com atenção especial a Belém e ao Baixo Amazonas O livro “Esse Rio É Minha Rua”[…]

Esse Rio É Minha Rua: estreia de Ruy Antônio Barata revive memórias afetivas de Belém e do Pará
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Ruy Antônio Barata lança narrativa de estreia que resgata lembranças, costumes e tensões do Pará no século XX, unindo pesquisa histórica e memória afetiva, com atenção especial a Belém e ao Baixo Amazonas

O livro “Esse Rio É Minha Rua” marca a estreia do autor Ruy Antônio Barata, e propõe um mergulho na memória histórica e emocional do Pará ao longo do século XX, com olhares sobre o cotidiano, as pessoas e as transformações sociais.

A obra reúne relatos e reflexões que privilegiam a vivência urbana e ribeirinha, equilibrando humor e precisão para reconstruir cenas que ajudaram a moldar décadas da vida paraense.

Há quase duas semanas, indígenas de 14 povos do Baixo Tapajós mantêm a ocupação do terminal da Cargill em Santarém em protesto contra projetos de dragagem do rio Tapajós e ampliação do transporte de grãos, a mobilização denuncia a transformação do rio em corredor logístico do agronegócio sem a consulta prévia, livre e informada às comunidades, conforme determina a Convenção 169 da OIT, conforme informação divulgada pela Editora Paka-Tatu.

Contexto e proposta

A obra, publicada pela Editora Paka-Tatu, funciona como um mergulho crítico e emocionado no cotidiano, nas pessoas e nas tensões que moldaram décadas da vida paraense, com foco em Belém e no Baixo Amazonas. O autor usa memória e pesquisa para trazer à tona episódios que combinam intimidade e processo histórico.

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Detalhes do lançamento

O lançamento ocorrerá às 18h, na nova livraria da Universidade Federal do Pará (UFPA), localizada no Complexo dos Mercedários (Boulevard Castilhos França com Frutuoso Guimarães), em frente à Estação das Docas. A ocasião promete reunir leitores, pesquisadores e moradores interessados na história cultural da região.

Memória, cultura e crítica social

Com humor e precisão, a narrativa reconstrói fatos marcantes, a riqueza cultural e as transformações sociais através do olhar sensível e da memória privilegiada do autor. Esse recurso permite que o leitor perceba como acontecimentos locais dialogam com processos regionais e nacionais, e como a memória pessoal ilumina mudanças coletivas.

Relações com conflitos contemporâneos

Além de celebrar memórias, o lançamento chega em um momento de mobilização no Baixo Amazonas. A mobilização denuncia a transformação do rio em corredor logístico do agronegócio sem a consulta prévia, livre e informada às comunidades, conforme determina a Convenção 169 da OIT, e entre as principais reivindicações estão a suspensão imediata das obras de dragagem, a revogação de decretos federais que concedem hidrovias na Amazônia e a abertura de diálogo com o governo federal.

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Os manifestantes alertam para graves impactos ambientais, como alteração do curso do rio, erosão, contaminação da água e prejuízos à pesca tradicional, e afirmam que a ocupação, que segue pacífica com rituais e atos públicos, tem caráter simbólico ao mirar a Cargill, empresa representativa do modelo de escoamento de commodities que pressiona os rios da região.

Ao publicar Esse Rio É Minha Rua, a Editora Paka-Tatu e o autor colocam em destaque a necessidade de olhar para o passado recente do Pará, para entender conflitos presentes e preservar memórias que ajudam a interpretar as urgências ambientais e sociais que atravessam a região.

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