A Polícia Civil cumpriu na última terça-feira, 3 de outubro, um mandado de prisão preventiva contra Emely Sabrina Pereira de Souza, de 24 anos, acusada de tentar matar o professor Cintra de Oliveira, que leciona educação física, sociologia e judô. A relação entre eles é marcada por uma dívida que Emely tinha com o professor, o que pode ter motivado o crime.
Conforme informações divulgadas pelo portal Correio de Carajás, a jovem foi localizada na avenida 31 de Março, no Bairro Laranjeiras. O crime aconteceu na madrugada do dia 3 de dezembro, quando a suspeita teria dopado Cintra antes de esfaqueá-lo no pescoço. A vítima relatou que viu Emely em seu quarto no momento do ataque.
Motivação por Dívida: O Que Levou ao Crime
A investigação indica que a dívida financeira de Emely com Cintra, que totalizava R$ 1.500, pode ter sido a motivação para o crime. Durante a noite anterior ao ataque, a ex-aluna visitou o professor sob a alegação de querer desabafar sobre problemas pessoais. Em sua presença, Cintra sentiu-se inexplicavelmente sonolento após consumir apenas uma lata de cerveja, suspeitando que tenha sido dopado.
Os Eventos da Noite do Crime
Emely chegou à casa do professor entre 22h00 e 23h00, levando três cervejas. Após algumas horas de conversa, o professor se despediu e foi para o quarto. Ao acordar, foi surpreendido por uma facada no pescoço. Ele conseguiu identificar Emely como a agressora, mas não teve forças para pedir ajuda devido à sonolência provocada pelos possíveis sedativos.
Evidências e Investigação
Após ser encontrado ensanguentado por volta das 10 horas da manhã, Cintra foi socorrido ao Hospital Municipal de Marabá. A polícia coletou evidências, incluindo a análise de câmeras de segurança que mostraram Emely entrando e saindo da residência do professor em momentos críticos. As gravações confirmaram suas visitas e levantaram suspeitas sobre a dinâmica do crime.
Perícias e Consequências Legais
As autoridades solicitaram perícias em facas apreendidas na casa do professor e continuam a investigar o caso. O relatório da investigação foi apresentado à Polícia Civil, que solicitou a prisão preventiva de Emely no dia 16 de janeiro. A jovem, que já possui outros inquéritos em seu nome, preferiu não se manifestar durante o depoimento.







