Galo Folião Fraterno, criação em 3D com materiais reciclados, celebra fraternidade e saúde mental em homenagem a Dom Helder Câmara e Nise da Silveira
Uma obra que mistura arte, tecnologia e cuidado emocional vai ocupar a Ponte Duarte Coelho no Recife durante o Carnaval de 2026.
A escultura, apelidada de Galo Folião Fraterno, tem participação de comunidades locais e de pessoas que utilizam arteterapia como parte do tratamento.
conforme informação divulgada pela produção do Galo da Madrugada.
Projeto, clima e autores da obra
A escultura do Galo de 32 metros de altura foi assinada pelos artistas Leopoldo Nóbrega e Germana Xavier, e está sendo construída 100% com materiais reciclados.
O projeto combina impressão e modelagem em tecnologia 3D, com soluções de arteterapia aplicadas ao processo criativo, e busca reforçar a ideia de fraternidade e inclusão social.
Homenagens a Dom Helder Câmara e Nise da Silveira
A obra presta homenagem a Dom Helder Câmara, que foi “indicado quatro vezes ao Nobel da Paz” e que via a festa do Carnaval como “uma manifestação de fé, esperança e resistência popular”.
Também reverencia a psiquiatra Nise da Silveira, referência por promover o uso da arteterapia no acompanhamento de pacientes, prática que inspirou a participação de pessoas em tratamento na confecção do figurino do galo.
Participação social, simbologia e detalhes
O figurino contou com colaboração de pessoas em situação de rua e em acompanhamento psiquiátrico, que utilizam a arteterapia como parte do tratamento, trabalho pioneiro desenvolvido por Nise da Silveira.
As 27 estrelas da bandeira foram impressas em 3D por jovens de comunidades do Recife, e o peito da escultura traz um Sagrado Coração iluminado por LED, em referência à saúde emocional e ao afeto coletivo.
Exposição e circulação durante o Carnaval
A escultura ficará em destaque na Ponte Duarte Coelho entre os dias 11 e 18 de fevereiro, com programação que combina exibição visual e ações de sensibilização sobre saúde mental e inclusão.
O uso de materiais reciclados, a tecnologia 3D e a arteterapia aparecem como eixos do trabalho, que pretende reforçar a importância do cuidado coletivo e da memória de figuras públicas como Dom Helder Câmara e Nise da Silveira.







