Viseu, 02 de fevereiro de 2026

Guinê, a erva-de-alho: benefícios para a saúde, usos tradicionais e cuidados essenciais

A guinê é uma planta herbácea de porte médio, de aroma marcante, comum em quintais e jardins de clima quente. Suas folhas alongadas e flores pequenas a tornam fácil de identificar, e ela é conhecida cientificamente como Petiveria alliacea. Na[…]

Guinê, a erva-de-alho: benefícios para a saúde, usos tradicionais e cuidados essenciais
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A guinê é uma planta herbácea de porte médio, de aroma marcante, comum em quintais e jardins de clima quente. Suas folhas alongadas e flores pequenas a tornam fácil de identificar, e ela é conhecida cientificamente como Petiveria alliacea.

Na medicina tradicional, a guinê é usada há gerações para tratar sintomas respiratórios, inflamações e dores, graças aos compostos bioativos concentrados em folhas e raízes. Estudos e relatos apontam para propriedades anti-inflamatórias, antimicrobianas, analgésicas e antioxidantes.

O texto a seguir explica os benefícios relatados, indica como preparar a planta de forma segura, e lista contraindicações importantes, conforme informação divulgada nas fontes fornecidas.

Propriedades terapêuticas identificadas

A guinê contém flavonoides, reconhecidos por ação antioxidante e anti-inflamatória, e compostos como alcaloides, saponinas e substâncias sulfuradas, que lhe conferem atividade antimicrobiana. Essas características ajudam a explicar o uso popular da planta para reduzir processos inflamatórios que afetam articulações, músculos e outros tecidos.

Além disso, a planta apresenta ação analgésica atribuída a alcaloides e ao trissulfeto de benzila, motivo pelo qual é empregada tradicionalmente para dores de cabeça, dor dentária e desconfortos musculares ou reumáticos. Taninos presentes na planta também fornecem proteção antioxidante às células, reduzindo o estresse oxidativo.

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Uso em quadros respiratórios e limites do uso tradicional

Na prática popular, a guinê é associada ao alívio de tosse, congestão e sintomas leves de gripe, por conter compostos voláteis e agentes expectorantes e antimicrobianos nas folhas e raízes. Ainda assim, é fundamental entender que a planta serve como suporte complementar, e não substitui tratamento médico, especialmente em quadros persistentes ou graves.

Como preparar e dosar a guinê de forma segura

Para uso doméstico, a forma mais comum é o chá com folhas secas, preparado com cuidado para reduzir riscos. Seguindo as instruções tradicionais, recomenda-se: Adicione 1 colher de chá de folhas secas de guinê em 200 ml de água fervente, Desligue o fogo e deixe em infusão tampado por 10 a 15 minutos, Coe bem antes de consumir e descarte as folhas utilizadas, Consuma no máximo 2 a 3 xícaras por dia.

Também é indicado respeitar o tempo máximo de uso, pois o consumo prolongado pode ser tóxico. Conforme as instruções tradicionais, Não utilize a guinê por mais de 2 semanas consecutivas, Faça pausas de pelo menos 1 mês entre os períodos de consumo, O uso crônico e prolongado pode causar sobrecarga hepática e outros efeitos tóxicos, Sempre consulte um profissional antes de iniciar ou reiniciar o uso.

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Contraindicações e riscos a considerar

A guinê não deve ser usada por gestantes, por seus possíveis efeitos abortivos, tampouco por lactantes, crianças, ou por pessoas com problemas circulatórios, cardíacos, hepáticos ou renais. Quem faz uso de anticoagulantes deve evitar a planta, pois ela pode aumentar o risco de sangramento.

O uso excessivo ou prolongado está associado a efeitos adversos como insônia, alucinações e sobrecarga hepática. Por isso, é essencial que o consumo seja orientado por um médico ou nutricionista, já que a dosagem segura não é amplamente estabelecida.

Recomendações finais

A guinê reúne compostos que justificam seu uso tradicional como auxiliar anti-inflamatório, antimicrobiano, analgésico e antioxidante, porém, é uma opção complementar. Para aproveitar seus potenciais benefícios, siga preparos e limites de uso conhecidos, e busque sempre orientação profissional antes de iniciar qualquer tratamento à base de plantas.

Importante, a guinê não substitui tratamentos médicos convencionais, e seu uso deve ser feito com cautela, respeitando contraindicações e pausas entre ciclos de consumo.

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