Indígenas em Santarém pedem cassação de vereador após ataque violento com carro em protesto

Na última segunda-feira (9), indígenas de diversos povos ocuparam a Câmara Municipal de Santarém, exigindo a cassação do vereador Malaquias Mottin (PL). O ato foi desencadeado por um incidente ocorrido na quinta-feira (5), quando Mottin avançou com seu carro contra[…]

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Na última segunda-feira (9), indígenas de diversos povos ocuparam a Câmara Municipal de Santarém, exigindo a cassação do vereador Malaquias Mottin (PL). O ato foi desencadeado por um incidente ocorrido na quinta-feira (5), quando Mottin avançou com seu carro contra manifestantes durante um protesto na BR-163.

Indígenas protestam contra violência e reivindicam justiça

Este protesto marca o 19º dia de mobilizações contra o Decreto nº 12.600/2025, que inclui a hidrovia do Tapajós no Programa Nacional de Desestatização (PND). Os manifestantes estão unindo forças para se opor a um decreto que consideram “arbitrário e inconstitucional”, pedindo a revogação do mesmo.

Cacique denuncia tentativa de criminalização

Durante o discurso no plenário, o cacique Gilson Tupinambá expressou sua indignação ao afirmar que o vereador “quase matou o parente”. Ele criticou a permanência de Mottin no cargo e denunciou as tentativas de criminalização do movimento indígena, que luta por seus direitos e pela preservação de suas terras.

Reivindicações dos indígenas

As lideranças indígenas estão exigindo que os vereadores tomem uma posição clara em relação ao episódio de violência. A pressão sobre o legislativo local aumenta, à medida que as comunidades indígenas demandam respeito e reconhecimento de seus direitos históricos e territoriais.

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A repercussão do ato

O ato de ocupação da Câmara Municipal gerou repercussão nas redes sociais e entre a população, com muitos apoiando a causa indígena. A situação em Santarém reflete um contexto mais amplo de luta pelos direitos indígenas no Brasil, onde a violência e a desinformação muitas vezes ameaçam suas reivindicações.

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