Viseu, 02 de fevereiro de 2026

Infertilidade: 5 mitos que ainda geram dúvidas, quando procurar tratamento e orientação do Dr. Rodrigo Rosa

A infertilidade é caracterizada pela dificuldade de engravidar após um período de tentativas regulares, sem o uso de métodos contraceptivos, e ainda hoje sofre com desinformação e julgamentos. Tratar a infertilidade como um tabu atrasa o diagnóstico e o acesso[…]

Infertilidade: 5 mitos que ainda geram dúvidas, quando procurar tratamento e orientação do Dr. Rodrigo Rosa
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A infertilidade é caracterizada pela dificuldade de engravidar após um período de tentativas regulares, sem o uso de métodos contraceptivos, e ainda hoje sofre com desinformação e julgamentos.

Tratar a infertilidade como um tabu atrasa o diagnóstico e o acesso a tratamentos que podem ser eficazes, por isso é essencial buscar avaliação especializada quando houver suspeita.

As explicações e dados a seguir foram divulgados em matéria assinada por Paula Amoroso com declarações do Dr. Rodrigo Rosa, especialista em reprodução humana e diretor clínico da clínica Mater Prime, conforme informação divulgada por Paula Amoroso com declarações do Dr. Rodrigo Rosa.

Infertilidade não é só um problema das mulheres

Contrariando um mito comum, a infertilidade pode envolver ambos os parceiros, em diferentes proporções. O diagnóstico e o tratamento exigem avaliação de homem e mulher, para que as causas sejam identificadas corretamente.

Como explica o especialista, “a infertilidade é um problema feminino em quase 50% dos casos, um problema masculino em 30% dos casos e um problema combinado do casal em 20% dos casos. É essencial que tanto o homem quanto a mulher sejam avaliados durante uma investigação de infertilidade”, esclarece o Dr. Rodrigo Rosa.

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Não basta apenas continuar tentando, quando a avaliação médica é necessária

Um casal é considerado infértil se não conseguir engravidar após um ano de relações sexuais desprotegidas, por isso persistir sem investigar pode atrasar tratamentos eficazes.

O médico alerta que “E, em alguns casos, mesmo que tentem mais tempo, não irão conseguir. Existem diversas causas para infertilidade, dentre elas, algumas condições médicas que precisam ser avaliadas por um especialista. A infertilidade é um problema médico que pode ser tratado”, diz o Dr. Rodrigo Rosa.

Ele acrescenta ainda dados sobre respostas ao tratamento, “Pelo menos 50% das pessoas que completam uma avaliação de infertilidade responderão ao tratamento com uma gravidez bem-sucedida. Alguns problemas de infertilidade respondem com taxas de sucesso mais altas ou mais baixas. Quem não procura ajuda tem uma ‘taxa de cura espontânea’ de cerca de 5% após um ano de infertilidade. E, como a idade é um fator complicador, é fundamental procurar ajuda médica o mais rápido possível”, acrescenta.

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Estresse, emoções e o papel da medicina

O estresse pode piorar a qualidade de vida de quem enfrenta infertilidade, mas não é, na maior parte dos casos, a causa direta do problema. Tratar a questão como exclusivamente psicológica pode atrasar diagnóstico e tratamento.

Conforme o ginecologista, “Embora o relaxamento possa ajudá-lo com sua qualidade de vida geral, o estresse e as emoções profundas que você sente são provavelmente o resultado da infertilidade, não a causa dela. Técnicas médicas aprimoradas tornaram mais fácil diagnosticar problemas de infertilidade, que pode estar ligado a condições do estilo de vida, mas no geral tem uma causa médica que precisa ser avaliada”, explica o ginecologista.

Além disso, a crise causada pela dificuldade de engravidar pode reforçar laços quando o casal busca tratamento e acompanhamento, gerando novas formas de relacionamento e apoio mútuo.

Culpa, perguntas na consulta e alternativas à gravidez

É comum que casais se sintam culpados ou inseguros, porém a solução passa por informação e diálogo com a equipe médica. Não existe pergunta demais quando o objetivo é entender opções, riscos e impacto físico e emocional dos tratamentos.

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O especialista reforça, “O paciente precisa ser informado sobre quais tratamentos estão disponíveis. O que é certo para um casal pode não ser certo para outro, seja fisicamente, financeiramente ou emocionalmente. Não tenha medo de fazer perguntas ao seu médico e equipe”, diz o Dr. Rodrigo Rosa.

Se os tratamentos não avançarem por motivos de saúde, há caminhos para a paternidade além da gravidez biológica. “Se os tratamentos não derem certo por questões de saúde, um caminho é começar a pensar mais na paternidade do que na gravidez, considerando a adoção como uma maneira de construir uma família”, finaliza o Dr. Rodrigo Rosa, lembrando que a adoção é opção legítima e acolhedora.

Buscar informação confiável, realizar exames e conversar abertamente com profissionais de reprodução humana aumenta as chances de diagnóstico e tratamento adequado. A infertilidade é uma condição de saúde, e quanto mais cedo houver avaliação, maiores são as possibilidades de intervenção.

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