Viseu, 02 de fevereiro de 2026

Justiça reativa ação contra Marilyn Manson na Califórnia com nova janela de dois anos para crimes sexuais

Um juiz do Tribunal Superior de Los Angeles reativou uma ação por agressão sexual movida por uma ex-assistente contra Marilyn Manson, após a entrada em vigor de uma nova lei que cria uma janela de dois anos para reabrir processos[…]

Justiça reativa ação contra Marilyn Manson na Califórnia com nova janela de dois anos para crimes sexuais
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Um juiz do Tribunal Superior de Los Angeles reativou uma ação por agressão sexual movida por uma ex-assistente contra Marilyn Manson, após a entrada em vigor de uma nova lei que cria uma janela de dois anos para reabrir processos já prescritos. O caso havia sido arquivado pelo mesmo magistrado no ano anterior por prescrição, e agora volta a tramitar.

A autora da ação, Ashley Walters, afirma que sofreu agressões e foi drogada pelo músico durante o período em que trabalhou na Manson Records, em 2010 e 2011. Walters também alega que Manson, nome artístico de Brian Hugh Warner, exibia comportamento de ostentação sobre ataques sexuais e chegou a mostrar um vídeo envolvendo uma jovem menor de idade.

O juiz Steve Cochran, que havia indeferido a ação por prescrição, revogou aquela decisão depois que a defesa foi provocada pela nova legislação, e determinou que o processo siga em frente, conforme informação divulgada pelo O Globo.

Por que a nova lei reabriu ações prescritas

A legislação em questão criou uma janela temporária de dois anos para que vítimas apresentem ou reativem ações de natureza sexual, mesmo quando o prazo penal já havia expirado. Na audiência, o juiz disse, “Examinei isso cuidadosamente”, e avaliou que, diante da nova norma, “Acredito que a lei reativa a ação. Vocês estão a caminho [do julgamento] novamente”.

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Com a reabertura, processos antes arquivados por prazo prescricional podem voltar ao calendário judicial, o que pode ampliar o número de casos semelhantes em análise, conforme a interpretação adotada pelo magistrado em Los Angeles.

Acusações de Ashley Walters e resposta da defesa

Ashley Walters afirma que sofreu agressões repetidas, que foi levada a consumir drogas e que o músico se gabava de estupros. A queixa foi apresentada em maio de 2021, e inicialmente foi arquivada quando o juiz entendeu que havia prescrição. Walters agora pede que o caso seja reconsiderado à luz da nova lei.

O advogado de Manson, Howard King, afirmou que a ação não terá sucesso, declarando, “Embora a senhora Walters tenha apresentado várias denúncias, agora irrelevantes, sobre suposto assédio no ambiente de trabalho, ela não tem nenhuma ação pendente por agressão sexual segundo a definição do código penal, como seria exigido nos termos da nova lei, nem lhe é permitido, conforme a decisão, acrescentar novas acusações”. King acrescentou, “O fato inegável é que Warner nunca cometeu nenhuma agressão sexual”.

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Próximos passos do processo e desdobramentos

Com a decisão do juiz, o processo contra Marilyn Manson volta à fase em que as partes podem preparar defesas e provas para eventual julgamento. A defesa promete contestar a aplicabilidade da nova lei ao caso concreto, enquanto a parte autora fortalecerá suas alegações com testemunhas e documentos.

Nos últimos anos, várias mulheres, incluindo atrizes como Esmé Bianco e Evan Rachel Wood, também acusaram Manson de abusos e ataques sexuais, o que aumenta o impacto público do caso e a atenção da mídia sobre os próximos passos em Los Angeles.

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