A estética maximalista da década passada voltou a dominar conversas e feeds, provocando um movimento claro de retorno à técnica e ao detalhe. Olhos trabalhados, sobrancelhas precisas e pele multietapas surgem como resposta ao minimalismo que marcou o fim de 2025, e ganham variações contemporâneas que buscam expressão e alegria.
Em muitos cliques e tutoriais, criadores de conteúdo e profissionais resgatam o que foi um marco estético, e adaptam o repertório para diferentes peles e rotinas do dia a dia. Essa releitura mistura nostalgia com inovação, com produtos e métodos repaginados para 2026.
Conversamos com a maquiadora Chloé Gaya, diretora artística do Jacques Janine, para entender como a maquiagem 2016 se traduz em técnicas atuais, e como usar referências do passado sem copiar mecanicamente o visual antigo, conforme informação divulgada por Denyze Moreira.
Sobrancelhas mais definidas, retorno da escultura precisa
Uma das marcas mais reconhecidas da época era a sobrancelha hiper-definida, um trabalho parecido com escultura que valorizava o olhar. Hoje a tendência reaparece com uma leitura moderna, preservando preenchimento e contorno, mas com transições de cor mais naturais e movimento, evitando o efeito de bloco pesado do passado. Chloé Gaya resume, “O que vemos ressurgir agora é uma interpretação moderna, sobrancelhas bem preenchidas e precisas, mas com transição de cor mais natural e movimento, sem aquele bloco pesado de antigamente”.
Olhos detalhados e técnicas reinterpretadas
O olhar volta como elemento principal da maquiagem 2016, com cut creases bem marcados, sombras pigmentadas e delineados gráficos que celebram a precisão. A diferença para 2016 está na adaptação do detalhe para várias ocasiões, com esfumados que combinam tridimensionalidade e um acabamento menos teatral em contextos diurnos. “Hoje a gente mistura o melhor dos dois mundos, a precisão do cut crease clássico com um ar mais suave e adaptado para diferentes ocasiões”, explica a especialista.
Pele elaborada e lábios com presença, técnica em primeiro plano
Ao contrário do glow minimalista que dominou 2025, a retomada traz uma pele trabalhada em etapas, com preparação, base estruturada, contorno e técnicas como baking para maior duração e acabamento mate quando desejado. A proposta é técnica e controlada, respeitando texturas diversas, e os lábios retornam com impacto, mesclando o mate clássico com aplicações mais confortáveis e profundidade de cor. Chloé afirma, “A ideia não é simplesmente reproduzir um look antigo, mas ressignificar a técnica para que ela valorize diferentes texturas de pele e estilos de rosto”.
Por que a nostalgia ganhou força em 2026 e o que isso significa
A onda de retorno à maquiagem 2016 acompanha um movimento cultural maior de nostalgia, onde pessoas buscam memórias afetivas e prazer estético em meio a uma paisagem digital saturada de uniformidade. A retomada das referências não é apenas um revival, é uma reafirmação do prazer de brincar com cor, traço e técnica. Como resume Chloé Gaya, “mais do que nostalgia, é uma reafirmação do prazer em brincar com maquiagem”.
Para quem quer testar a tendência, a recomendação é aprender a técnica base, adaptar intensidade ao seu estilo e priorizar produtos que ofereçam controle e acabamento. Assim, a estética maximalista volta a compor narrativas visuais contemporâneas, celebrando tanto a habilidade quanto a personalidade de quem usa a maquiagem.








