MP-BA abre investigação sobre vídeo de Ivete Sangalo com criança em trecho da música Vampirinha, órgão ressalta fiscalização dos direitos de crianças e adolescentes e sigilo
A Procuradoria do Ministério Público da Bahia iniciou apuração de uma denúncia relacionada a um vídeo que circula nas redes sociais, no qual a cantora aparece cantando e dançando ao lado de uma menina. A análise deve verificar se houve exposição inadequada da criança e irregularidades envolvendo a gravação e a divulgação.
O registro compartilhado nas plataformas traz trechos de uma canção identificada como Vampirinha, cujo teor dos versos levantou questionamentos sobre conteúdo adulto em contexto com menor de idade. A investigação avaliará a responsabilidade de quem promoveu e compartilhou o material.
Segundo o órgão, o caso chegou por meio de uma Notícia de Fato, instrumento que registra relatos ou denúncias que demandam apuração, e os procedimentos estão sob sigilo por envolver uma criança, além de o MP fiscalizar quaisquer questões envolvendo os direitos de crianças e adolescentes, conforme informação divulgada pela Jovem Pan.
O que o MP-BA informou
Em nota, o MP-BA confirmou o recebimento da Notícia de Fato e afirmou que está apurando a situação, e que “fiscaliza quaisquer questões envolvendo os direitos de crianças e adolescentes“. O órgão destacou ainda que “procedimentos estão sob sigilo por envolver uma criança“, o que limita o fornecimento de detalhes públicos sobre o andamento inicial da investigação.
Trechos da música citados na apuração
No vídeo, a cantora e a menina aparecem cantando o seguinte trecho da música, que integra a base da apuração, “Não tenha medo, não; combo de whisky, narguilé e gelo; nós dois num rasante pelos paredão”. A canção contém outros versos de teor adulto, citados na denúncia, “Vou te chupar, chupar teu pescoço; te chupar todinho; chupar, chupar, chupar com gosto”.
Resposta da assessoria e próximos passos
Procurada pela Jovem Pan, “assessoria de imprensa de Ivete Sangalo não retornou até a publicação deste texto”. A reportagem informou que o material recebido pelo MP-BA é uma Notícia de Fato, cabendo ao órgão analisar a representação e decidir por eventuais medidas, que podem incluir diligências, solicitações de esclarecimento e, se necessário, ações para proteção da criança.
A apuração seguirá em sigilo, e fontes oficiais poderão ser consultadas à medida que o procedimento evoluir, respeitando a legislação de proteção de crianças e adolescentes e os direitos envolvidos no caso.





