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MP oferece denúncia contra PM da reserva que atirou em torcedor do Remo

O Ministério Público do Estado, por meio do 3º Promotor de Justiça do Tribunal do Júri, Manoel Victor Sereni Murrieta, ofereceu denúncia contra o cabo da reserva remunerada da Polícia Militar do Pará, Cristóvão Augusto Alcântara Evangelista, pelo homicídio qualificado por motivo torpe de Paulo Alexandre Silva Dias, torcedor do Clube do Remo, atingido por um tiro no estacionamento do Estádio Mangueirão, na saída de uma partida de futebol no dia 7 de abril de 2024. Ele se apresentou à delegacia dois dias após o crime.

Conforme consta da denúncia, foi apurado durante o inquérito policial que no dia dos fatos, após o jogo entre Clube do Remo e Paysandu, primeira partida da final do campeonato paraense, durante a dispersão do público, ocorreu uma briga entre membros das torcidas organizadas conhecidas como “Pavilhão 6” e “Maior do Norte” (antiga Remoçada).

Durante o desentendimento entre as torcidas, o cabo da reserva, que não estava envolvido na discussão, efetuou diversos disparos indiscriminadamente em direção aos membros das duas torcidas organizadas envolvidas na briga, atingindo Paulo Dias, que morreu ainda no estádio.

De acordo com as investigações o denunciado teria sacado arma de fogo e disparado por diversas vezes contra as torcidas, fato negado pelo cabo, que afirmou ter atirado para o alto.

Após análise das imagens e depoimento de testemunhas, assim como a direção do tiro e a perícia no cartucho encontrado, ficou confirmado que o disparo que tirou a vida do torcedor saiu da arma do PM.

Diante das provas a Promotoria ofereceu a denúncia e o cabo da reserva responderá por homicídio qualificado por motivo torpe (Artigo 121 §2°, I do Código Penal), que prevê a pena de reclusão de 12 a 30 anos.

Com Informações do Roma News>

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