Novas regras do Pix: Banco Central implementa mudanças para aumentar segurança e recuperação de valores

Novas regras de segurança do Pix entram em vigor com foco em recuperação de valores Entraram em vigor nesta segunda-feira, dia 2, as novas regras de segurança do Pix, conforme informação divulgada pelo Banco Central (BC). Essas mudanças têm como[…]

© Bruno Peres/Agência Brasil
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Novas regras de segurança do Pix entram em vigor com foco em recuperação de valores

Entraram em vigor nesta segunda-feira, dia 2, as novas regras de segurança do Pix, conforme informação divulgada pelo Banco Central (BC). Essas mudanças têm como principal objetivo melhorar a recuperação de valores transferidos de forma indevida, além de fortalecer os mecanismos de combate a fraudes e golpes que têm se tornado cada vez mais comuns.

A principal novidade é a atualização do Mecanismo Especial de Devolução (MED), que agora permite um acompanhamento mais eficiente do caminho do dinheiro. Assim, mesmo que os recursos sejam transferidos rapidamente para outras contas, o sistema conseguirá rastreá-los, o que deve aumentar significativamente a taxa de recuperação dos valores.

Expectativas do Banco Central e impactos nas fraudes

Com a implementação desse novo modelo, o Banco Central espera uma diminuição de até 40% nos golpes considerados bem-sucedidos, segundo especialistas. Essa expectativa é baseada na maior integração entre bancos, instituições de pagamento e órgãos de segurança, o que facilitará a contestação por parte dos usuários no caso de fraudes.

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Além disso, o BC esclarece que o MED deve ser acionado apenas em casos de fraude, suspeita de fraude ou erro operacional das instituições financeiras. Vale lembrar que essa ferramenta não pode ser utilizada para corrigir erros de digitação por parte do usuário.

Mudanças significativas no funcionamento do sistema

Entre as principais mudanças, destaca-se a obrigatoriedade da versão 2.0 do MED por parte de todas as instituições que operam o Pix. Isso inclui o rastreamento do dinheiro entre contas, permitindo que a devolução não fique restrita apenas à conta que recebeu inicialmente o valor. Assim, o sistema passará a acompanhar as transferências para contas intermediárias.

Outra inovação é o bloqueio automático de contas suspeitas, que podem ser bloqueadas imediatamente, antes mesmo da conclusão da análise. O prazo para devolução dos valores foi reduzido, e o Banco Central estima que os recursos poderão ser recuperados em até 11 dias após a contestação.

Facilidade para o usuário na contestação de transações

Uma das mudanças mais relevantes é a ampliação do autoatendimento nos aplicativos bancários, permitindo que a vítima de um golpe solicite a devolução diretamente pelo aplicativo, sem precisar entrar em contato com um atendente. O processo de contestação ficou mais direto e rápido, proporcionando uma melhor experiência ao usuário.

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Para o correntista que for vítima de um golpe, é essencial contestar a transação o quanto antes pelos canais oficiais do banco. A instituição de origem deve comunicar a instituição recebedora em até 30 minutos, bloqueando os recursos na conta do suspeito, enquanto as instituições analisam o caso para confirmar a fraude.

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