3ª Vara Criminal do Rio restabelece a prisão preventiva de Oruam, após juíza apontar descumprimentos de medidas cautelares, recolhimento noturno e irregularidades na tornozeleira eletrônica
Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, teve a prisão preventiva determinada novamente pela 3ª Vara Criminal da Comarca da Capital do Rio de Janeiro, em decisão proferida nesta terça-feira, 3. A medida retrata o retorno do artista ao regime de custódia após período em liberdade por liminar.
O artista estava em liberdade por liminar concedida pelo Superior Tribunal de Justiça, que atendeu a um pedido de habeas corpus, mas a Justiça estadual entendeu que havia motivos para restabelecer a prisão. A decisão cita descumprimentos de medidas cautelares impostas em alternativa à prisão.
Segundo a juíza Tula Corrêa de Mello, houve diversos descumprimentos das medidas cautelares, incluindo proibição de circulação noturna e monitoramento por tornozeleira eletrônica, fato que motivou a nova prisão preventiva, conforme informação divulgada pela Jovem Pan.
Motivos apontados pela juíza e relatórios de monitoramento
Na decisão, a magistrada registrou que Oruam desrespeitou condições alternativas à prisão, que o mantinham sob várias restrições. O texto da Justiça afirma que ele estava proibido de circular durante a noite, entrar em áreas de risco, se comunicar com outros investigados e devia ser monitorado por meio de tornozeleira eletrônica, o que não ocorreu de forma adequada.
Os relatórios da Coordenação de Monitoração Eletrônica da Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP-RJ), apontaram que o artista descumpriu o recolhimento domiciliar noturno por diversas vezes e esteve longos períodos com a tornozeleira desligada, totalizando 22 incidentes entre outubro e novembro de 2025, informação que pesou na decisão judicial.
Acusação: tentativa de homicídio durante operação da Polícia Civil
Oruam responde por tentativa de homicídio contra o delegado Moyses Santana Gomes e o oficial Alexandre Alves Ferraz, ambos da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, em operação de busca e apreensão da Polícia Civil para apreender um menor de idade acusado de tráfico de drogas e crimes patrimoniais, em 22 de julho de 2025 na casa do funkeiro. O artista e outras sete pessoas arremessaram pedras nos agentes.
Outros réus e posição da defesa
Além de Oruam, respondem no mesmo processo Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira, Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais e Victor Hugo Vieira dos Santos, entre outros. A reportagem informa que a Jovem Pan tenta localizar a defesa de Oruam sobre a nova prisão, e o espaço está aberto para manifestação.








