O funkeiro Oruam publicou nas redes sociais um vídeo em que tenta, sem êxito, carregar a tornozeleira eletrônica que o monitora. No registro, o artista afirma ter trocado o carregador, mas diz que o problema persistiu.
A publicação ocorre depois de a 3ª Vara Criminal da Comarca da Capital do Rio de Janeiro determinar, novamente, a prisão preventiva do cantor, que estava em liberdade por liminar do Superior Tribunal de Justiça, concedida em habeas corpus.
O caso ganhou repercussão por reunir relato do monitoramento, imagens compartilhadas por Oruam, e determin ação judicial devido a sucessivos descumprimentos das medidas cautelares alternativas à prisão.
conforme informações divulgadas à Jovem Pan e relatórios da SEAP-RJ.
O vídeo e a versão de Oruam sobre a tornozeleira eletrônica
No vídeo postado nesta terça-feira, 3, Oruam aparece tentando ligar a tornozeleira eletrônica e diz que o problema seria no carregador, que já teria sido trocado, sem resolver a falha. A publicação teve ampla circulação nas redes sociais e reacendeu questionamentos sobre a efetividade do monitoramento.
Relatórios e números do monitoramento, incluindo incidentes e falhas
Segundo a Coordenação de Monitoração Eletrônica da Secretaria de Administração Penitenciária, os relatórios apontaram que o artista descumpriu o recolhimento domiciliar noturno por diversas vezes e esteve longos períodos com a tornozeleira desligada, totalizando 22 incidentes entre outubro e novembro de 2025.
Além disso, a nota enviada à imprensa afirma textualmente, “O monitorado passou a apresentar sucessivas violações, totalizando 66 ocorrências, sendo 21 graves somente em 2026, em sua maioria relacionadas à falta de carregamento da bateria”, diz nota enviada à Jovem Pan.
Segundo o órgão, houve troca do equipamento e “o novo voltou a apresentar falhas por ausência de carregamento, e desde 1º de fevereiro permanece descarregado, o que compromete o acompanhamento da medida judicial”, diz o órgão.
Decisão judicial e motivos para a prisão preventiva
A juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal, assinalou o descumprimento das medidas cautelares impostas em alternativa à prisão. Entre as restrições que teriam sido violadas, estavam a proibição de circular durante a noite, de entrar em áreas de risco, a vedação de se comunicar com outros investigados, e a obrigação de ser monitorado por tornozeleira eletrônica.
Com base nos relatórios e nas sucessivas violações, a Justiça do Rio determinou novamente a prisão preventiva de Oruam, para garantir a aplicação da medida e a segurança das investigações.
Investigação por tentativa de homicídio e demais réus
Oruam responde por tentativa de homicídio qualificado contra o delegado Moyses Santana Gomes e o oficial Alexandre Alves Ferraz, em episódio ocorrido na operação de busca e apreensão na casa do cantor, em 22 de julho de 2025, quando ele e outras sete pessoas arremessaram pedras contra os agentes.
Também são réus no processo Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira, Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais e Victor Hugo Vieira dos Santos, entre outros, conforme os autos do processo e informações encaminhadas pela Secretaria de Administração Penitenciária.








