O Ministério das Relações Exteriores (MRE) informou que está monitorando a decisão do Parlamento Europeu, que, por uma margem apertada de votos, decidiu solicitar ao Tribunal de Justiça da União Europeia uma avaliação jurídica sobre o acordo de parceria comercial com o Mercosul.
Esse tratado visa a criação da maior zona de livre comércio do mundo, envolvendo mais de 720 milhões de habitantes. O acordo foi assinado no último sábado em Assunção, no Paraguai.
Conforme informações divulgadas pela Reuters, a aprovação do pedido por uma análise jurídica pode atrasar a implementação do acordo, que ainda precisa passar pela aprovação dos legisladores dos 32 países envolvidos.
Avaliação do Acordo e Impactos Potenciais
O Parlamento Europeu aprovou, nesta quarta-feira, a solicitação de parecer jurídico sobre os termos do tratado, o que efetivamente paralisa o processo de implementação. O governo brasileiro enfatizou a prioridade na ratificação do acordo, buscando acelerar sua aprovação interna.
Foram 334 eurodeputados que votaram a favor do pedido, enquanto 324 se opuseram e 11 se abstiveram. A análise sobre a legalidade do acordo pode levar cerca de dois anos, segundo a agência de notícias.
Expectativas do Governo Brasileiro
O governo brasileiro espera que a internalização do acordo esteja aprovada até o segundo semestre pelo Congresso Nacional. A expectativa é alta, pois o tratado prevê a eliminação de tarifas alfandegárias na maioria dos bens e serviços entre os blocos.
Tarifas e Benefícios do Acordo
De acordo com os termos do acordo, o Mercosul se compromete a zerar tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos, enquanto a União Europeia eliminará tarifas sobre 95% dos produtos do Mercosul em um período de até 12 anos.
Desafios Políticos e Reações
Ainda segundo a Reuters, mesmo com a possibilidade de a União Europeia implementar o pacto provisoriamente, isso pode ser politicamente complicado, especialmente devido à reação negativa esperada do Parlamento Europeu.





