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Piloto de drone: falta de profissionais contrasta com alta demanda pelo serviço no Pará

Todos os meses surgem trabalhos para Allan Perdigão. Morador de Concórdia do Pará, no nordeste paranse, o técnico em agropecuária se especializou na nova área há cinco anos e hoje atende a produtores e pecuaristas de diversas regiões do estado, cobrando de R$ 1.500 a R$ 15 mil por serviço.  

“Todo mês tem trabalho, vivo viajando. Faço plantio, pulverização, mas minha pegada mesmo é sensoreamento remoto. O drone pode ser aplicado em várias áreas da agropecuária. Usamos muito na agricultura de precisão, mapeamento de áreas agrícolas e ambientais, análise de risco de erosão, declividade, são muitas opções que hoje o cliente pode escolher”, diz.




Allan é técnico em agropecuária e mestre em agronomia. A experiência nas áreas lhe ajudaram na nova profissão. (Arquivo Pessoal Allan Perdigão)

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Falta mão de obra 

Um estudo divulgado pelo Linkedin no início do ano apontou que o cargo de piloto de drones está entre os mais promissores para o ano de 2024, destacando-se pelo crescimento acelerado nos últimos cinco anos. Esse boom no mercado, principalmente visível no setor agropecuário, revela no Pará uma lacuna de profissionais qualificados para atender à crescente demanda. 

O novo mercado carece de regulamentações mais precisas. Para ser um piloto de drone não é obrigatório a realização de um curso ainda, mas dificilmente uma empresa contrata algum profissional que não comprove qualificação, por isso, a procura por cursos para pilotagem destes equipamentos cresce e desperta interesse dos paraenses, muitos em busca de uma nova profissão. 

“Não tem mão de obra e o mercado está aquecido. Todo dia pessoas me mandam mensagem perguntando pelo curso, como faz para ser piloto de drone. Ao mesmo tempo, é cada vez maior o número de produtores do Pará e do Maranhão que nos procuram para conhecer as potencialidades de um drone”, diz Rossberg Vieira, consultor de negócios de uma empresa sediada em Paragominas e que representa a marca DJI no mercado paraense. 

“Aqui quem compra um drone ganha o curso de 72 horas com certificado. Eu tive cliente que chegou após ficar sem trabalho e que hoje está ganhando bem. Lembro de um que comprou um drone, foi para Salinas fazer vídeos e fotos dos banhistas e voltou com mais de R$ 10 mil num final de semana. As possibilidades com drone são muitas e o interesse em aprender é cada vez maior”, diz Júlio César, um dos responsáveis pela DJI em Belém. 


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Júlio César é piloto de drones e representa uma das maiores fabricantes de drones em Belém (Marx Vasconcelos)

Demanda Agro

No âmbito agrícola, surgem oportunidades especialmente na pilotagem e configuração de drones para pulverização, responsáveis pela aplicação precisa de agrotóxicos, defensivos biológicos, sementes e adubos. Além disso, há uma demanda crescente por profissionais capazes de conduzir drones para mapear as áreas cultivadas, fornecendo informações essenciais para o planejamento da colheita e o monitoramento de pragas e doenças. 

“Hoje o uso de drone gera uma economia inédita para o produtor, quem não utilizá-lo, fica para trás. Ele semeia, monitora pragas, indica com precisão as áreas onde é necessário um cuidado maior, ele pulveriza no nível certo e tantas outras coisas. Antes, o produtor para fazer isso tinha que gastar 10 vezes mais do que gasta hoje com um serviço com drone”, avalia Júlio César.  

Os pilotos de drones destinados à pulverização devem ser aprovados no Curso de Aplicação Aeroagrícola Remota (CAAR), onde adquirem habilidades essenciais na configuração de drones e no manuseio de agrotóxicos. Por outro lado, profissionais voltados para o mapeamento geralmente possuem formação em áreas como Agronomia, Geologia, Engenharia Civil ou Florestal.

Quanto aos empregadores, fazendas, usinas, empresas de máquinas agrícolas e de aplicação de agrotóxicos estão entre os principais contratantes no Pará. Os contratos variam de autônomos a empregados, com algumas empresas optando por contratações permanentes, enquanto outras preferem trabalhadores temporários ou prestadores de serviços como Allan Perdigão. 

“Eu prefiro ser prestador. Tenho mais liberdade para organizar os atendimentos e os rendimentos são maiores, pois por aqui trabalho não falta. Investi em dois drones avaliados em R$ 35 mil e com eles faço uma série de trabalhos, valeu a pena o retorno”, diz.

No que diz respeito aos salários, a média para pilotos de drones agrícolas varia consideravelmente, refletindo a natureza ainda pouco regulamentada da profissão. No entanto, as vagas que oferecem remuneração mais alta geralmente exigem uma formação mais extensa. 

Licença 

De acordo com a ANAC, são obrigatórias as licenças e habilitações para pilotos das classes 1 (peso máximo de decolagem de mais de 150 kg), 2 (mais de 25 kg e até 150 kg) ou da classe 3 (até 25 kg) que pretendam voar acima de 400 pés. Os operadores de drones de até 250 g não precisam de licença. O cadastro dessas aeronaves com peso máximo de decolagem superior a 250 g é obrigatório e pode ser feito no site do ógão. 

Os pilotos remotos de aeronaves não tripuladas das classes 1 e 2 , que é o caso do drones utilizados no setor agropecuário, deverão possuir ainda o CMA (Certificado Médico Aeronáutico) emitido pela ANAC ou o CMA de terceira classe do DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo). 

Com Informações de O LIberal

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