Viseu, 02 de fevereiro de 2026

PM da reserva atropela e mata mulher em Marabá, investigação avança rapidamente

A Polícia Civil confirmou a identidade do motorista que causou a morte de Marlene Sousa Feitosa, de 51 anos, em Marabá, sudeste do Estado. O responsável pelo atropelamento é José do Espírito Santo Barbosa, subtenente da reserva remunerada da Polícia[…]

Da Redação
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A Polícia Civil confirmou a identidade do motorista que causou a morte de Marlene Sousa Feitosa, de 51 anos, em Marabá, sudeste do Estado. O responsável pelo atropelamento é José do Espírito Santo Barbosa, subtenente da reserva remunerada da Polícia Militar. Ele se apresentou à 21ª Seccional de Polícia Civil, acompanhado por seu advogado, na manhã desta quarta-feira (28).

Acidente trágico em Marabá: PM da reserva se apresenta à polícia

O acidente ocorreu no cruzamento da Avenida 2000 com a Rua Fortaleza, no Bairro Belo Horizonte. Marlene pilotava uma motocicleta, acompanhada de Aguinaldo Almeida Pereira, que ficou gravemente ferido. A colisão envolveu uma caminhonete, conduzida por Barbosa, e gerou grande repercussão, especialmente pelas imagens impactantes que circularam nas redes sociais.

Investigação avança após depoimentos

O superintendente da Polícia Civil, delegado Antônio Mororó, relatou que a investigação progrediu rapidamente. “Destacamos um delegado com uma equipe para trabalhar exclusivamente neste caso e, no final da tarde de ontem, já havíamos identificado a autoria”, afirmou Mororó. A polícia chegou ao nome de Barbosa após ouvir a passageira do veículo, que atuou como testemunha chave.

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Confissão e linhas de investigação

Durante o interrogatório, o militar da reserva confessou ter causado o impacto na motocicleta, mas negou ter consumido álcool ou dirigido em alta velocidade. Apesar de suas alegações, a Polícia Civil não considera o caso como homicídio culposo, apontando para a possibilidade de dolo eventual, onde o autor assume o risco de causar um resultado fatal.

Consequências legais e andamento do inquérito

O delegado Antônio Mororó destacou que a análise técnica do acidente será essencial para corroborar ou contestar o depoimento do investigado. “Existem outras diligências a serem realizadas. A princípio, trabalhamos com dolo eventual, que pode acarretar uma pena de seis a 12 anos”, enfatizou. Após prestar depoimento, José do Espírito Santo Barbosa foi liberado, seguindo a legislação pertinente a apresentações espontâneas.

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