A proposta de redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e o fim da escala 6×1, que garante um dia de descanso a cada seis trabalhados, está ganhando força no Congresso Nacional. Com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o semestre, o tema foi destacado como uma prioridade legislativa.
Perspectivas para a redução da jornada de trabalho no Brasil
Na última segunda-feira (2), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, assegurou que o debate sobre a redução da jornada de trabalho avançará. O senador Paulo Paim, autor de uma das propostas mais antigas sobre o tema, acredita que o contexto eleitoral e o apoio governamental criam um ambiente propício para a aprovação dessas mudanças.
Propostas em tramitação no Congresso
Atualmente, existem sete propostas em discussão no Congresso, incluindo a PEC 148/2015, que propõe a redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais e o fim da escala 6×1. Segundo Paim, essa mudança beneficiaria cerca de 22 milhões de trabalhadores, e uma redução ainda maior impactaria até 38 milhões.
Impacto da jornada de trabalho na saúde dos trabalhadores
O senador destacou que a redução da jornada pode melhorar a saúde mental e física dos trabalhadores, além de aumentar a satisfação no trabalho. Ele citou dados do INSS que mostram 472 mil afastamentos por transtornos mentais em 2024, o que reforça a necessidade de mudanças.
Desafios e resistência ao novo modelo
Apesar do apoio crescente, a resistência de setores empresariais permanece. Paim observa que o discurso contra a redução da jornada frequentemente envolve alegações de aumento do desemprego e custos elevados. No entanto, ele defende que mais pessoas trabalhando fortaleceria o mercado de trabalho.
Com um cenário internacional favorável e a proposta de unificação de projetos em pauta, a discussão em torno da jornada de trabalho promete ser um dos temas centrais na agenda legislativa deste semestre.








