Em janeiro, a caderneta de poupança enfrentou uma queda significativa, com uma retirada líquida de R$ 23,5 bilhões, de acordo com o Banco Central (BC). Esse movimento indica que os saques superaram os depósitos, refletindo um cenário de instabilidade financeira para os poupadores.
Saldo da poupança sofre queda com mais saques do que depósitos
Segundo o relatório divulgado pelo Banco Central nesta sexta-feira (6), o total de depósitos na poupança foi de R$ 331,2 bilhões, enquanto os saques alcançaram R$ 354,7 bilhões. Apesar dos rendimentos creditados de R$ 6,4 bilhões, o saldo total da poupança permaneceu em pouco mais de R$ 1 trilhão.
Tendência de retirada líquida se intensifica
Nos últimos anos, a caderneta de poupança tem registrado um padrão crescente de saques em relação aos depósitos. Em 2023, a retirada líquida foi de R$ 87,8 bilhões, enquanto em 2024, esse número foi de R$ 15,5 bilhões. No ano passado, a situação não foi diferente, com um saldo negativo de R$ 85,6 bilhões.
Fatores que influenciam os saques
Um dos principais fatores que têm levado os poupadores a retirarem seu dinheiro da caderneta é a manutenção da Selic, a taxa básica de juros, em patamares elevados. A Selic está atualmente em 15% ao ano, o que torna outros investimentos mais atrativos, levando a uma migração de recursos.
Expectativas futuras para a Selic
Em sua última reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC indicou que haverá uma redução na taxa de juros em sua próxima reunião, marcada para março. No entanto, o BC não especificou a magnitude dos cortes, mantendo a expectativa de que os juros continuarão em níveis restritivos para garantir a meta de inflação de 3%.







