Operação mira grupo que vendia drogas sintéticas no RS

Operação mira grupo que vendia drogas sintéticas no RS

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio da 4ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico, deflagrou nesta quinta-feira (27) a Operação Special-K, voltada para o combate a uma organização criminosa especializada no tráfico de drogas sintéticas na região metropolitana de Porto Alegre.

Durante a operação, foram cumpridas 83 ordens judiciais – entre mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão – por aproximadamente 200 policiais civis. 

Até o momento, 27 pessoas foram presas e a ação resultou na apreensão de drogas sintéticas, 15 quilos de maconha, armas de fogo, cerca de R$ 6 mil, além de quatro veículos. 

Em seis cidades, entre elas Porto Alegre, São Leopoldo, Capela de Santana, Novo Hamburgo, Campo Bom e Montenegro, foram realizados 34 mandados de prisão, 43 de busca e apreensão e o sequestro de seis veículos.

A operação também revelou um amplo esquema de comercialização e distribuição ilegal de cetamina e suas derivadas, conhecidas no mercado como “special-K” ou “droga do amor”. A substância, originalmente um medicamento veterinário de uso anestésico, foi adaptada para fins ilícitos e alcançou alto valor no mercado.

Segundo a delegada Ana Flávia Leite, a investigação teve início em setembro de 2024, após informações apontarem que um homem, juntamente com sua companheira, atuava no tráfico de drogas sintéticas em São Leopoldo. 

Durante as investigações, constatou-se que a parceira do suspeito já havia sido presa por armazenar drogas em sua residência e, em outra ocasião, por tentar ingressar com entorpecentes no presídio onde seu companheiro estava detido. 

Diante disso, foi expedido um mandado de busca e apreensão que possibilitou a apreensão do telefone celular do investigado, crucial para dar continuidade às apurações.

A investigação concentrou-se em um “braço” de uma conhecida organização criminosa, com sede no Vale dos Sinos, cuja liderança, mesmo estando recolhida, continua a exercer controle. 

Esta ramificação, sediada no bairro Feitoria, em São Leopoldo, utiliza como símbolo um extraterrestre, pichado em muros da localidade para ostentar seu domínio territorial. Os dados do celular apreendido evidenciaram a existência de uma estrutura criminal organizada, com mais de 30 integrantes, cada um com funções específicas como fabricação, armazenamento, fracionamento, entrega e controle financeiro.

Foi verificado ainda que o principal investigado contava com o aval das lideranças da organização para traficar esse tipo de entorpecente na localidade. Ele era um dos poucos autorizados a operar nesse segmento.

*Sob supervisão 

Com Informações: CNN Brasil

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