Torcida do Remo reprova mudanças de Juan Carlos Osorio após empate no Re-Pa, vaias e tensão

Empate no clássico Re-Pa acirra clima entre torcedores do Remo e Juan Carlos Osorio, após substituições defensivas e vaias em momentos decisivos de partida no Mangueirão O empate no clássico Re-Pa, nesse domingo, 8, esquentou de vez a relação entre[…]

Torcida do Remo reprova mudanças de Juan Carlos Osorio após empate no Re-Pa, vaias e tensão
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Empate no clássico Re-Pa acirra clima entre torcedores do Remo e Juan Carlos Osorio, após substituições defensivas e vaias em momentos decisivos de partida no Mangueirão

O empate no clássico Re-Pa, nesse domingo, 8, esquentou de vez a relação entre o técnico Juan Carlos Osorio e a torcida do Remo, com protestos vindos do “Lado A” do estádio. Em vários momentos da partida, parte do público dirigiu insultos ao treinador, o que deixou o clima mais tenso dentro e fora de campo.

A reação mais forte do torcedor azulino ocorreu após as substituições no segundo tempo, quando o Remo já jogava com um atleta a menos por expulsão do volante Brian. Aos 27 minutos da etapa final, com o placar em 1 a 1, Osorio trocou ofensivos por defensivos, reforçando a zaga, e a arquibancada reagiu com vaias e gritos de “burro” e “ei, Osorio, vai tomar **”.

O próprio treinador justificou a escolha imediatamente depois do jogo, defendendo a preservação de atletas para compromissos futuros e explicando sua decisão sobre a linha defensiva, em declarações diretas sobre a partida. O debate entre risco tático e apelo da torcida ganhou força nas entrevistas após o clássico, e a situação passou a ser discutida internamente no clube, conforme informação divulgada pelo Estado do Pará Online (EPOL).

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Substituições que detonaram a reação da torcida

O ponto de ruptura foi a troca de Eduardo Melo e Zé Welison por Marllon e Kayky Almeida, dois zagueiros de origem, quando a partida estava empatada. A medida tinha o objetivo claro de proteger o resultado com um homem a menos, porém, para parte da arquibancada, soou como um recuo excessivo, e as vaias começaram a ficar mais intensas.

Justificativa de Osorio e frases textuais do treinador

Na zona mista, o próprio Osorio comentou a decisão, mantendo o discurso sobre prioridades do elenco, com a citação textual, “Eu decidi preservar vários jogadores para jogo com o Atlético-MG (na quarta-feira, 11, pela Série A do Brasileirão). Os que entraram (contra o Paysandu), representaram dignamente o Remo. Reitero, temos que melhorar. Como defender as transições e buscar mais passes. Foi decisão minha terminar com Marllon e Kayky (na zaga)”, disse Osorio após o confronto com o Paysandu.

Clima interno, alternância de escalações e incertezas

Segundo apuração do EPOL, internamente há um clima de frustração no elenco por conta do modelo de trabalho do treinador. Em sete partidas no comando do Remo, o treinador não repetiu a escalação, sempre alternando atletas e fazendo improvisações, como por exemplo, zagueiro atuando de lateral e volante fazendo a de “falso 9”, situações que geram incerteza a cada convocação para os jogos.

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Histórico recente de vaias e posicionamento da diretoria

As vaias não são novidade no início do trabalho de Osorio, que já havia sido vaiado na estreia do Campeonato Paraense contra o Bragantino, e voltou a sentir a pressão após o empate com o Mirassol na Série A, quando o Remo tomou dois gols no fim. O presidente do clube, Antônio Carlos Teixeira, havia tentado uma atuação preventiva, ao dizer que chamou a atenção dos atletas e mostrou “o que era o Remo e as consequências que uma derrota no clássico poderia trazer”.

Com a sequência de partidas pela Série A e pelo estadual, a gestão e a comissão técnica terão que lidar com a pressão da torcida e com a necessidade de equilíbrio tático, enquanto buscam resultados que estabilizem o ambiente, e a relação entre o treinador e a torcida segue em evidência.

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