Eleições na Alemanha: entenda o caminho até o pleito de fevereiro

Nas últimas semanas, milhares de pessoas foram às ruas em Berlim e Colônia para se manifestar contra o avanço da extrema direita na Alemanha.

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Ao mesmo tempo, cerca de 4,500 alemães ocuparam a cidade de Halle, no centro do país, no início da campanha eleitoral do AfD. Alice Weidel, líder do partido e candidata ao governo, contou até com uma ligação do bilionário Elon Musk manifestando apoio a seu nome enquanto discursava para a entusiasmada plateia.

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O país se encontra em um momento político frágil, com dificuldades na economia e preocupação com fatores como o custo de vida e imigração. É nesse panorama que a Alemanha caminha para uma eleição geral em fevereiro.

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A queda do governo Scholz

O chanceler alemão Olaf Scholz perdeu um voto de confiança no Congresso no mês de dezembro. Foi o último passo da caminhada para o fim da coalizão de três partidos que mantinha Scholz no poder.

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A aliança tripla é rara na Alemanha e o partido de Scholz – o SPD – se juntou, durante três anos, com os Verdes e o Partido Liberal Democrático (FDP). A coalizão era chamada de “semáforo”, pela cor dos partidos integrantes.

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Era uma promessa de união aos alemães. Mas, logo no início do governo, em 2022, tiveram de lidar com a invasão da Ucrânia pela Rússia, fator que encareceu a energia e pressionou a inflação. A Alemanha é extremante dependente do gás natural russo.

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O professor do Instituto de Ciência Política da Universidade Livre de Berlim, Bruno de Castanho Silva, aponta que a disparada no custo de vida levou a fraturas em uma coalizão que pensa fundamentalmente diferente.

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Segundo ele, em determinados momentos, não existiam acordos entre os partidos que formavam o governo de Scholz.

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“Era cada um tentando puxar a sardinha para o seu lado, os três não chegavam a um consenso em pontos como o Orçamento, por exemplo”, destaca ele.

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Os liberais foram os primeiros a sair, retirando o apoio de 88 deputados e deixando Scholz como minoria no Bundestag, o Congresso do país.

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O sentimento negativo sobre o governo Scholz não é só político, mas também, social. O chanceler do SPD é o governante mais impopular desde 1949 e sua avaliação de boa/ótima não ultrapassa os 15% nas pesquisas mais recentes.

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Após a derrota do chanceler no voto de confiança, o presidente do país, Frank-Walter Steinmeier dissolveu o parlamento e marcou eleições gerais para 23 de fevereiro.

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Mesmo sendo um líder impopular, Scholz foi escolhido pelo SPD como candidato do partido para a disputa. Ele terá que enfrentar nas urnas Friedrich Merz, da União Democrática Cristã (CDU), Robert Habeck, dos Verdes e Alice Weidel, do AfD.

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A corrida até as eleições

Nas pesquisas recentes, Friedrich Merz e o CDU/CSU, partido da ex-chanceler Angela Merkel, lidera com 30% das intenções de voto.

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É seguido por Weidel e o sigla de extrema direita Alternativa para Alemanha, que chega a 21%.

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A sigla de Olaf Scholz, o SPD, deve derreter nessa eleição e amargar a terceira posição pela primeira vez na história. Eles têm até aqui 16% das intenções de voto. Isso significa que partido terá perdido quase 10 pontos percentuais desde a eleição de 2021.

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Outras siglas como o BSW, A Esquerda e o FDP buscam garantir 5% dos votos, número mínimo para se manterem no Bundestag.

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Por mais que a vantagem do CDU seja grande, essa eleição na Alemanha aponta holofotes para fatores importantes na maior economia da Europa.

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Segundo pesquisa do Forschungsgruppe Wahlen, 35% da população se preocupa com os rumos financeiros do país. Isso acontece ao mesmo tempo, em que o PIB da Alemanha entra em retração pelo segundo ano seguido, em meio a demissões em massa e fechamento de indústrias em algumas províncias.

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A Alemanha lida com a concorrência chinesa na produção de veículos e viu as exportações despencarem com o avanço da tecnologia de Pequim. “A Alemanha está ficando para trás em alguns quesitos e se move a passos lentos para tentar corrigir”, afirma o professor da Universidade Livre de Berlim.

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A segunda maior preocupação dos alemães é a imigração.

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O país tem uma das maiores comunidades de imigrantes no continente europeu. Ao longo do mandato de Angela Merkel, recebeu milhares de sírios que buscavam refúgio da guerra civil entre Bashar Al-Asaad e grupos rebeldes.

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O debate sobre as regras migratórias cresceram nos últimos anos, junto ao movimento de outras potencias para apertar suas legislações.

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Projetos de lei do CDU/CSU que restringem as fronteiras ganharam força no Bundestag, inclusive contando com apoio da extrema direita.

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A extrema direita avança

Pela primeira vez na história, a AfD pode chegar em segundo lugar nas eleições gerais. O partido vem garantindo seu espaço no espectro político com um discurso forte anti-imigração e antiestablishment.

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Caso as pesquisas se confirmem, o grupo terá crescido 11 pontos percentuais em três anos, uma escalada rápida e bastante popular.

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“A AfD fez muito bem um trabalho de base. Ele chega com um discurso fácil, de que as coisas não estão indo bem e a população compra isso.”, aponta Castanho Silva.

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O crescimento da sigla pode ser explicado também pela normalização da extrema direita em outros países da Europa como Itália, Áustria e Países Baixos. Os três elegeram, recentemente, primeiros-ministros da direita radical. Mas os austríacos e os neerlandeses mostram as dificuldades que o AfD pode ter caso chegue à chancelaria da Alemanha.

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“Dez ou 15 anos atrás, seria impossível que um partido à direita da CDU fosse a segunda posição.”, afirma o professor. Isso é impulsionado por, entre outras coisas, uma revolta da população com a economia.

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Seria difícil para Weidel e seus correligionários garantirem a bancada mínima para governar, já que os outros partidos indicam que não aceitariam formar uma coalizão com a AfD. De acordo com Castanho Silva, isso dificultaria que a candidata – e até mesmo o partido – cresçam ainda mais no país.

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Com Informações: CNN Brasil

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