O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, exonerou Deivis Marcon Antunes do cargo de diretor-presidente do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro, conhecido como Rioprevidência. Essa decisão foi anunciada na publicação do Diário Oficial, ocorrendo logo após a renúncia de Antunes e uma operação da Polícia Federal em sua residência.
Contexto da exoneração e operação policial
A exoneração de Antunes se deu após ele ser alvo de uma operação de busca e apreensão, denominada Barco de Papel, que visava investigar suspeitas de operações financeiras irregulares. Segundo informações da Polícia Federal, essas operações podem ter colocado em risco o patrimônio da autarquia responsável pela gestão das aposentadorias e pensões dos servidores públicos do estado.
Apreensões e investigações em andamento
Na residência de Antunes, foram apreendidos um veículo de luxo blindado, R$ 7 mil em espécie, um pen drive, relógio e diversos documentos. A operação também incluiu buscas nas residências de outros ex-dirigentes da Rioprevidência, como Eucherio Lerner Rodrigues e Pedro Pinheiro Guerra Leal, resultando em apreensões significativas de dinheiro e materiais eletrônicos.
Suspeitas de crimes financeiros
A Polícia Federal está investigando a aplicação de R$ 970 milhões pela Rioprevidência em títulos do Banco Master, que levantaram preocupações sobre possíveis crimes contra o sistema financeiro. As suspeitas incluem gestão fraudulenta, desvio de recursos e associação criminosa, conforme nota oficial da PF.
Posição da Rioprevidência
Apesar das investigações, a Rioprevidência afirmou que não houve irregularidades e que os pagamentos de aposentadorias e pensões estão ocorrendo normalmente. A situação continua a se desenvolver, à medida que as autoridades aprofundam suas investigações sobre as ações de seus ex-dirigentes.





