Gabiroba rica em fibras, fruto nativo do Brasil com vitamina C e compostos antioxidantes, pode favorecer trânsito intestinal, imunidade, controle da glicemia e saúde cardiovascular quando incluída na alimentação
A gabiroba, pequena baga típica da Mata Atlântica e do Cerrado, tem sabor adocicado e levemente ácido, e é usada fresca, em sucos, geleias e sobremesas. A fruta pertence à família Myrtaceae e inclui espécies como Campomanesia xanthocarpa.
Além do sabor, a gabiroba contém vitamina C, fibras, compostos fenólicos e minerais, nutrientes que a tornam interessante para uma dieta equilibrada. Estudos apontam alta concentração de antioxidantes e bom potencial tecnológico para uso em produtos alimentícios.
O texto a seguir explica os principais benefícios da gabiroba, como consumi-la e quais cuidados considerar, conforme informações divulgadas no material recebido, incluindo um estudo no Journal of Nutrition & Food Sciences, dados do Ministério da Saúde, da Organização Mundial da Saúde e da Federação Internacional de Diabetes.
Composição nutricional e ação antioxidante
A gabiroba é fonte de vitamina C, carotenoides e compostos fenólicos, elementos que atuam na neutralização de radicais livres e ajudam a proteger células do estresse oxidativo. De acordo com um estudo publicado no Journal of Nutrition & Food Sciences, chamado “Evaluation of the Technological Potential of Gabiroba [Campomanesia xanthocarpa Berg] Fruit”, a fruta apresenta alta concentração de antioxidantes e bom potencial tecnológico para uso em produtos alimentícios, mantendo parte de seus compostos bioativos mesmo após o congelamento da polpa, o que facilita seu aproveitamento industrial e doméstico.
Fibras e saúde intestinal
Um dos destaques da gabiroba é o teor de fibras, que favorece o trânsito intestinal, aumenta o volume das fezes e ajuda a prevenir a constipação, além de apoiar a microbiota. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo diário recomendado para adultos é de, no mínimo, 25 g de fibras, meta que pode ser mais fácil de alcançar com frutas como a gabiroba inseridas na rotina alimentar.
Imunidade, glicemia e perfil lipídico
A vitamina C presente na gabiroba estimula a produção de células de defesa e contribui para uma resposta imunológica mais eficiente, ajudando na proteção contra infecções. As fibras solúveis podem se ligar a ácidos biliares e reduzir a absorção de gorduras, beneficiando o colesterol. Segundo o Ministério da Saúde, as doenças cardiovasculares associadas ao colesterol alto estão entre as principais causas de mortes no mundo, Ainda conforme o órgão, anualmente, cerca de 360 mil brasileiros morrem em decorrência dessas condições.
Além disso, a absorção mais lenta dos carboidratos promovida pelas fibras auxilia no controle da glicemia após as refeições, o que é relevante para prevenção de resistência à insulina e diabetes. Dados da Federação Internacional de Diabetes (IDF) mostram que o Brasil é o sexto país do mundo com maior número de diagnósticos da doença, informação que ressalta a importância de medidas alimentares preventivas.
Potássio, pressão arterial e recomendações de consumo
O potássio da gabiroba contribui para o equilíbrio de sódio no organismo e ajuda a manter a pressão arterial estável, o que auxilia na proteção do sistema circulatório. Segundo o estudo “A importância do potássio na dieta sobre a regulação da pressão arterial”, publicado no Brazilian Journal Development, o aumento da ingestão de potássio por meio do consumo de frutas, legumes e verduras, sendo os alimentos com maiores concentrações desse mineral, contribui para a prevenção e o tratamento da hipertensão arterial sistêmica.
A gabiroba pode ser consumida in natura, lavada e degustada quando madura, ou usada em sucos, geleias, compotas, bolos e sobremesas, preservando vitamina C em preparos frescos. Folhas são tradicionalmente usadas em chá para auxiliar a digestão e promover efeito diurético, sempre com consumo moderado e, se necessário, orientação profissional.
Ao inserir a gabiroba na alimentação de forma variada, é possível aproveitar seu sabor e os benefícios nutricionais, lembrando que gestantes e pessoas com condições de saúde específicas devem consultar um profissional antes de alterações na dieta, e que a gabiroba complementa, mas não substitui, orientações médicas e nutricionais.





